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O que o aluno aprende?

A tendência do ser humano é aprender o que lhe parece útil, ou seja, a partir do momento em que o aluno percebe alguma “aplicação prática” para o que está sendo ensinado, ele com certeza se empenhará mais em aprender. Uma de nossas maiores batalhas na sala não é exatamente “mostrar o quanto sabemos” mas “mostrar quanto do que sabemos pode ser útil”.

Apresentar a matéria de forma interessante não é a única coisa que irá assegurar o aprendizado. Não devemos deixar de adicionar outros fatores que também proporcionam uma melhor performance dos alunos, não só em classe mas pela vida afora (nosso principal objetivo):

criar links – ao introduzir um tópico novo devemos partir do que o aluno já sabe e ir criando ligações e estabelecendo similaridades através de exemplos ao conhecimento anterior do aluno. Eu gosto de perguntar ao aluno o que ele acha que é o assunto proposto e a partir daí vou guiando as explicações através de perguntas. As perguntas são importantes para deixar uma margem para o raciocínio do aluno.

Todos concordamos que é muito mais fácil e rápido “partir logo para os finalmente” em vez de fazer perguntas e mais perguntas até chegar aonde queremos. Mas aquela frase antiga “quem ama facilmente também facilmente esquece” aplica-se também aqui. É mais fácil e rápido explicar dessa forma, mas na aula seguinte uma grande parte dos alunos não irá lembrar sequer uma palavra daquela explicação teórica comprida de hoje. Portanto perca tempo agora para não perder adiante.

resumir – lembre-se que o menos é mais. De nada adianta uma explicação pormenorizada se os alunos ainda não estão prontos para ela. Explique aos poucos. Se vai explicar gramática, mostre primeiro como usar e depois vá introduzindo as regras aos poucos, à medida em que forem habituando-se com o passo anterior. O aprendizado processa-se de forma lenta e em velocidades diferentes de pessoa para pessoa, portanto não adianta atropelar. Depois que o aluno tiver visto uma ou duas aulas sobre um assunto e não entender patavina, irá classificar esse assunto como “difícil, chato, etc.” e criará um bloqueio mental que se tornará difícil de vencer.

praticar – como se aprende a nadar? Nadando. Quanto mais praticamos menor é a chance de esquecermos. Ninguém esquece como andar de bicicleta porque com certeza praticou bastante. Com as outras coisas é o mesmo. Dê chances para o aluno praticar para aprender. Dê exercícios escritos e orais, jogos, música, pesquisa, o que for possível para que use o máximo possível o que está aprendendo.

mostrar a utilidade – um fator de suma importância quando se trata de despertar o interesse humano. Para que serve a tabuada? Quando o aluno entender que irá simplificar sua vida e que não precisará fazer uma adição enorme para chegar a um resultado, com certeza irá se interessar em aprender. E não adianta decorar o que não sabe usar, antes de aprender a tabuada o aluno precisa entender o que é e para que serve, senão você não terá colaboração da parte dele e ensinar “na marra” é muito complicado.

“Ah, mas algumas coisas não têm utilidade nenhuma.” Então, para que ensinar? Se ensinamos coisas sem sentido até para nós, como vamos querer que nossos alunos se empenhem em aprender? Nosso bom-senso deve ser nosso guia para determinar o que vamos aprofundar e o que vamos apenas “mostrar”. Melhor saber bastante sobre algumas coisas e ter uma noção sobre outras que terminar o ano letivo ignorante quase completo em vários assuntos diferentes.

despertar o senso crítico – não adianta apenas “ensinar”, que tal habituar seus alunos a formarem uma opinião sobre o que estão aprendendo? Será que não podem também ter uma ideia a respeito da “teoria da evolução”? Uns serão terminantemente contra (por motivos religiosos, talvez) e outros categoricamente a seu favor. Por quê não propor um debate onde cada lado exponha suas “provas” de forma científica? Envolver o emocional do aluno no aprendizado torna-o muito mais eficiente. Fazer com que ele “pense” e tire conclusões sobre o que aprendeu também irá fazer com que crie seus próprios “links”, sem dúvida muito mais eficientes que qualquer um que o professor consiga estabelecer.

estimular a curiosidade – não deixe seus alunos com a impressão de que você lhes deita o conhecimento “goela abaixo”. Como os filhos, que frequentemente sofrem crises de inapetência quando os abarrotamos de comida, os alunos têm naturalmente “sede de saber” e se despertamos sua curiosidade, fazendo-os buscar parte da informação sentem-se muito mais “agentes” do aprendizado que “pacientes” ou “impacientes”, conforme o caso.

respeitar individualidades – cada aluno tem seu ritmo e capacidades mais ou menos desenvolvidas em determinadas áreas. Exigir de cada um o que pode oferecer é uma forma eficiente de conseguir com que todos participem igualmente e com prazer. Não comparar, não estabelecer parâmetros, não forçar e permitir que cada aluno contribua com o que tem de melhor é o mínimo que o professor sensível e conhecedor da “matéria prima” que administra pode fazer.

O aluno que vive rabiscando desenhos, alheio às explicações, pode sentir-se “importante e valorizado” se você lhe disser:

– Precisamos de um cartaz para representar essa batalha. Será que você, Fulano e Beltrano poderiam fazer um para a gente?

Explique exatamente o que quer, dê suporte, elogie, e verá que no fim terá um aluno sempre disposto a ajudar e que nas próximas vezes irá se oferecer, sugerir, mostrar caminhos e participar mais ativamente da aula.

– Fulano, você conseguiria criar uma música sobre esse assunto, já que entende tanto de rap?

Outro aluno pode trazer o violão. Você não precisa “criar” tudo sozinho, deixe espaço para que seus alunos também “criem” a aula, façam o aprendizado.

Se eles também participam, a aula também é deles, o esforço é partilhado e o resultado será sempre muito melhor.

Leia também: Qual a matéria mais importante na escola?


Os passos do aprendizado

aula

Primeiro dia de aula

I – pré-disposição (antes de ter contato com a estrutura nova)

II – curiosidade (quando a estrutura é apresentada, ainda sem interferência do professor)

III – descoberta (quando o professor faz com que os alunos indaguem-se e tentem descobrir do que se trata)

IV – reconhecimento (quando separam a estrutura do contexto apresentado e seu significado)
V – formação de estruturas (quando conseguem inserir a estrutura nova em conceitos e contextos já conhecidos)

VI – formação de links (quando associam a estrutura nova a outras estruturas semelhantes já conhecidas)

VII – memorização (quando o cérebro e a memória “reconhecem” a nova estrutura e já se consegue acessá-la evocando estruturas semelhantes ou contextos que a possam conter)

VII – consolidação (quando é incorporada ao conhecimento do indivíduo, no caso o aluno)

I- Pré-disposição

Todos os indivíduos têm uma pré-disposição para o aprendizado, mesmo não estando razoavelmente interessados, diversos fatores fazem com que o aprendizado aconteça. Quando, por exemplo, uma música da moda nos irrita por sua repetição contínua em todos os meios de informação e por não satisfazer o nosso gosto pessoal, a aprendemos tão rapidamente quanto seus fãs mais ardorosos e não raro nos pegamos cantarolando a detestável canção.

A pré-disposição não é nesse contexto um sinônimo de “vontade”, trata-se de uma característica do ser humano da qual podemos tirar partido no ensino. No meu caso, não dou aulas em escola regular, sou professora em uma escola de idiomas e já que seria quase impossível ensinar se os alunos não fossem até a escola, o fato de terem se matriculado já indica essa pré-disposição. O aluno está pagando e empregando seu tempo e esforço vindo às aulas, então supõe-se que aprender o idioma seria desejável.

Naturalmente que quanto maior for a pré-disposição melhores e mais rápidos serão os resultados no primeiro contato com a matéria a ser aprendida. O fator “vontade” apesar de não ser essencial é um catalisador das forças do indivíduo no sentido de adquirir o conhecimento proposto.

Nesse sentido é importante que o professor sempre prepare uma atividade de boas-vindas no início do curso ou do ano letivo e que explique aos alunos o que esperar do curso e também o que se espera deles durante o tempo de duração do mesmo. Explicar o que irão aprender, para que serve esse conhecimento, as habilidades que irão adquirir com esse aprendizado podem favorecer essa atmosfera do primeiro estágio.

Esse estágio deverá ser renovado e estimulado pelo professor no início de cada aula e antes de introduzir qualquer lição com assunto ou informação nova. No início do ano temos classes de alunos entusiasmados e cheios de energia para aprender e participar e terminamos o ano com alunos apáticos e displicentes, que faltam às aulas, não se interessam pela matéria, descuidam-se dos deveres de casa e só querem que cheguem logo as férias. E isso acontece justamente no período em que deveriam estar mais engajados no aprendizado, que é quando são feitas as provas finais.

Professores com aulas “ditadas” em voz alta e explicações mecânicas para as paredes acabam fazendo o aprendizado implodir, estancar já na primeira fase sem que chegue sequer a completá-la. A matéria simplesmente jogada sobre os alunos, recitada mecanicamente e sem entusiasmo faz com que a pré-disposição se transforme em aversão. Em lugar de aprender, os alunos cochicham, cochilam, sonham acordados, conversam, ignoram o professor, fazem gracinhas e piadinhas interrompendo a aula, pedem para sair. Em suma, começam a boicotar a aula e é freqüente que o entusiasmo e a euforia dos primeiros dias dê lugar à tensão e ao descaso.

Conhecer os alunos, perceber como se processa o aprendizado de cada um deles, saber de seus interesses e sonhos nos torna aptos a tirar partido dessa primeira fase, incentivando-a e fazendo com que amadureça e que os alunos passem para a segunda fase do aprendizado. Criar um clima faz parte desse trabalho e é sempre importante preparar o terreno antes de jogar a semente se queremos que ela cresça, floresça e dê frutos.

Alguma atividade preliminar pode criar essa pré-disposição. Pode ser um vídeo curto, uma brincadeira, uma música contendo algumas palavras ou parte do tema que irão aprender. Um jogo onde usem estruturas que já conhecem e inclua também alguma coisa do que irão aprender também funciona muito bem. Quando o professor sabe criar esse clima, permite que os alunos desfrutem dessa atmosfera e fiquem prontos para seguir para a fase adiante.

II- Curiosidade

A curiosidade transforma a pré-disposição para aprender em “querer saber”. Antes de jogar uma enxurrada de informação faça perguntas, indague de seus alunos o que seria aquilo, para que serviria, se têm idéia de como usar. Parta sempre do que eles já sabem, e com certeza você descobrirá que eles sempre sabem muito mais do que se imagina. Mostre as figuras, o mapa, a primeira parte da lição e pergunte, pergunte. Peça que escrevam ou descrevam o que vêem e o que pensam.

Ao despertar a curiosidade do aluno e fazer com que ele traga a informação de que dispõe, você o torna parte ativa no aprendizado, e não apenas um receptor passivo. Ouça o que têm a dizer, use a informação que trouxeram para construir o que será ensinado. Use as experiências e pensamentos deles. Curiosidade nesse caso é sinônimo de atenção e interesse dos alunos e consolida a atmosfera criada no primeiro estágio.

III – Descoberta

À medida em que os alunos forem expondo suas idéias a respeito do que será ensinado, vá introduzindo o que tem a ensinar e dirigindo suas idéias e conclusões para o alvo do aprendizado. No meu caso, na aula de inglês, não digo simplesmente: azul é uma cor e isso é azul. No estágio anterior peço que descrevam o que vêem, pode ser que alguém mencione que há um sofá azul, por exemplo. Se não, vou perguntar: o que é isso? – (aluno) É um sofá. – É bonito ou feio? (aluno) Bonito.

– Por quê? (aluno) Porque é grande. Porque tem florezinhas. Porque é azul.

Ou vou perguntar: O sofá é amarelo? De que cor é o sofá? E essa caneta? E aquele livro? E os olhos da Fulana? Vou levá-los a descobrir a palavra, eles com suas respostas irão criando o aprendizado, eu como professora apenas vou guiando seus passos com perguntas que os levem a concluir o que é aquilo, para que serve, como se chama.

IV – Reconhecimento

Nessa fase eles já sabem que a palavra ensinada é azul, que é uma cor, alguns até já terão concluído que é um adjetivo (porque vem antes do substantivo), já terão separado a palavra do contexto em que se encontra, a cor azul da figura na qual está. Já percebem também para que serve e têm uma idéia de como e quando usá-la. Começam a fazer associações e procurar semelhanças e diferenças com o que já aprenderam. Nessa fase é sempre interessante perguntar ao aluno, usando uma palavra ou estrutura com a qual já esteja familiarizado. Isso é azul ou vermelho?

Como ele já domina o conceito “vermelho”, pode avaliar e ver que não é vermelho, então deduzirá que só pode ser azul, a segunda opção. O conhecimento adquirido através do raciocínio, dedução e comparação com outras estruturas já aprendidas faz-se e mantém-se de forma muito mais forte e robusta do que o aprendizado adquirido de forma passiva, onde o aluno é mero receptor de informações sem que lhe seja dada a oportunidade de racionalizar e habituar-se ao que está aprendendo.

V – Formação de estruturas

Depois de racionalizar e comparar a estrutura nova com o conhecimento anterior o aluno deve ser incentivado a usar essa nova estrutura, inserindo-a em estruturas previamente estudadas e já dominadas pelo aluno e sedimentadas em sua memória através da prática.

Conceitos anteriores: casa, verbo ser, presente do indicativo, possessivos estruturas interrogativas:

– Pergunte ao fulano se sua casa é azul.

Conceitos anteriores: existência, rua, casa, possessivos, lugar:

– Pergunte ao fulano se há uma casa azul em frente de sua casa.

Conceitos anteriores: cantor da moda (extra-classe), olhos:

– De que cor são os olhos do cantor Latino?

E assim por diante, até que se perceba que os alunos de modo geral já se familiarizaram com a nova estrutura e como usá-la.

VI – Formação de links

Nessa parte o aluno já consegue associar o azul com outras cores que já conheceu, e se pode constatar isso perguntando sobre cores, ele incluirá “azul” em seu repertório. É importante nessa fase proporcionar ao aluno ampla prática da nova estrutura, através de role-playings jogos e brincadeiras nas quais possa reconhecer “para que serve” a estrutura nova e seu cérebro a reconheça como uma estrutura útil e portanto necessária.

VII – Memorização

Nessa fase é importante que o aluno tenha um contato mais próximo com o uso da palavra, no qual possa racionalizar sem ajuda do professor ou seus colegas. Isso normalmente se dá no dever de casa, quando se percebe se ele está apto a reconhecer e usar a nova estrutura de forma eficaz e sem auxílio.

É importante que o dever de casa seja cobrado o mais rápido possível após a introdução das novas estruturas para evitar-se que uma boa parte dos novos conceitos seja apagado do cérebro e da memória do aluno. Dever de casa que acontece mais de uma semana depois da introdução de novos tópicos não é dever de casa, é revisão.

VIII – Consolidação

Sempre que evocado o conceito surge e já se pode inclusive usá-lo para introduzir novos conceitos. As revisões são importantes para refazer links “quebrados” durante o aprendizado, ligando o novo ao antigo e vice-versa, tornando o aprendizado uma teia bem emaranhada e resistente que provavelmente acompanhará o aluno durante sua vida e mesmo depois de um bom período sem ser usado sempre poderá ser reavivado à sua menção.

Conclusão

O professor deve ter em mente em cada fase proporcionar ao aluno a forma mais simples e efetiva para que ela seja completada e vivenciada por ele da forma menos traumatizante e mais confortável possível, criando associações e links com conceitos já aprendidos ou com conceitos que o próprio indivíduo traz consigo inerentes à realidade na qual vive ou fatores culturais e sociais aos quais se expõe em seu cotidiano.

Leia também: Revisão das provas: aprendendo com os próprios erros

assinatura coração

O aluno feliz

vestibular-aluno

Para o aluno feliz tudo o que você ensinar será novidade, não importa se você já falou alguma coisa “milhões” de vezes, na milionésima primeira vez que você falar será sempre a primeira. Para ele não existe aula chata já que tudo é novo, mesmo se você se enganar e em vez de dar a lição que daria hoje der a que já deu o mês passado. Ele é feliz até por antecipação, porque já sabe que tudo o que está ouvindo não ocupará o mínimo espaço em seu “disco rígido”, já que irá diretamente para a lixeira. Ele é o famoso “entra por um ouvido e sai pelo outro”.

Por quê alguns alunos não aprendem?

Quando ensinamos tomamos por base a maioria, a média da classe. Fatalmente excluímos os que estão acima ou abaixo dessa média, que são aqueles alunos que mais sairão prejudicados. O que está acima da média terá que aturar aulas chatas e repetitivas e mofará de tédio esperando que todos os outros terminem o que ele até já esqueceu que fez. Normalmente é ignorado pelo professor, que “não se preocupa” com ele. Talvez sinta necessidade de chamar a atenção ou espantar o tédio e aí pode começar a apresentar problemas de disciplina.

O que está abaixo da média pode sentir vergonha de perguntar, ou então estará tão perdido que nem sabe o que perguntar. E quando digo “abaixo da média” não me refiro ao fator “inteligência” e sim “ritmo de aprendizado”.

O que é ritmo de aprendizado?

Cada um tem seu ritmo e sua forma de aprender. Os alunos que normalmente são apontados como “acima da média” têm um “atalho” no cérebro, o que escutam é rapidamente decodificado e armazenado, então conseguem colocar em prática imediatamente. Mas hoje em dia temos muitos alunos “visuais”, que aprendem quando “veem” a coisa. Ou quando a veem sendo executada. Imagine que não sabe amarrar os sapatos, que método seria menos complicado: alguém lhe ensinar na teoria o que deve fazer ou ver alguém fazendo?

Ver alguém fazendo resolve?

Ver alguém fazendo – me dirá você. Claro, mas será que só de ver alguém fazendo você poderia dizer: “Muito bem, já entendi e daqui pra frente já posso amarrar meu sapato eu mesmo?” Claro que não, para que realmente aprenda o aluno precisa praticar. E se você sair perguntando por aí quanto tempo levou para cada pessoa aprender a amarrar os sapatos verá uma diversidade tão grande que será difícil equacionar tudo isso e generalizar. Da mesma forma não podemos generalizar nossos alunos, cada um deles tem um ritmo de aprendizado e uma necessidade diferente de prática antes do aprendizado se consolidar.

O que fazemos então?

Antes de mais nada precisamos conhecer nossos alunos, pois só assim poderemos entender o processo de aprendizado de cada um. Dar um ensino personalizado a cada um deles me parece a forma mais correta, uma vez que o ensino levando-se em conta que “são todos iguais” não funciona. Levar uma atividade diferente para o Joãozinho que sempre acaba primeiro para evitar que se chateie e comece então a chatear os outros; uma lição de casa extra para o Luisinho que precisa de mais prática para aprender; um mapa ou figura para a Mariazinha que é essencialmente visual em seu aprendizado; tecer exemplos para Teresinha e Jorginho que têm imaginação fértil; sempre que possível combinar diferentes atividades que contemplem todos os alunos que você tem.

Como os dedos da mão

Nossos dedos são todos diferentes e assim são nossos alunos, como todos os seres humanos. Levar em conta as diferenças na hora de ensinar irá proporcionar a todos um aprendizado eficiente e todos irão interessar-se pelas aulas. Aluno feliz sim, mas não por sua perpétua ignorância. Feliz porque sabe que aprendeu.

assinatura coração

Leia também: A lição de casa não precisa ser monótona e repetitiva

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