Arquivos de Categoria: Motivação

Leitores e escritores

canetas para arte e escrita 02Nossa preocupação não pode ser apenas a de criar leitores, temos também que criar escritores. Cada um de nós tem dentro de si um escritor adormecido, esperando ser acordado e incentivado a escrever.

Alguns projetos despertam o interesse dos alunos, principalmente crianças e adolescentes. Um dos que mais encantaram e divertiram os meus foi a “escrita colaborativa”.

O que é escrita colaborativa?

Como o nome já diz, é o texto escrito por várias pessoas. Ela funciona de maneira bem simples. Primeiro você passa um vídeo, dá um texto ou um filme que introduza sua proposta. Vamos supor que sua proposta seja “o amor”, tema bem interessante para essa época, antecedendo o dia dos namorados.

Você passa um filme romântico, depois dele passa questões de interpretação do filme e outras da mesma maneira que sempre faz. No final você passa a cada aluno uma folha e pede que façam um parágrafo introduzindo uma história de amor. Explique que é apenas o primeiro parágrafo e que outro aluno irá continuar a história. Recolha os papéis no final da aula, pedindo a cada aluno que anote seu nome no verso da folha.

Faça o mesmo com outra classe, com a diferença que no final, em vez de pedir a eles que escrevam o primeiro parágrafo da história, peça que leiam o primeiro parágrafo escrito pelos outros alunos (entregue a cada um uma das folhas que os outros já iniciaram) e escrevam a continuação, ou seja: o segundo parágrafo, anotando depois seu nome no verso da folha, abaixo do que já está lá.

Faça o mesmo numa terceira ou quarta classes, até que terminem a história. Quando terminarem, digite ou peça a eles que passem a limpo em grupos – corrigindo eventuais erros – e coloque num mural.

Não importa que os alunos sejam de classes, idades ou níveis diferentes, o importante é que estejam no mesmo “clima”, tenham visto o mesmo filme e a proposta seja a mesma. As diferenças irão enriquecer o texto ou torná-lo mais engraçado.

Os resultados costumam ser surpreendentes – ou surpreendentemente engraçados, e os alunos gostam desse tipo de desafio.

Na próxima postagem falaremos de outros tipos de incentivos aos “escritores adormecidos”. Para ser avisado das atualizações do blog, inscreva-se usando a forma que for mais conveniente para você entre as que estão disponíveis na lateral do blog.

Zailda Coirano – SOS Idiomas & Digital Goods

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Ensino e aprendizado–dá para separá-los?

Da mesma forma que um médico não pode dizer que curou se seu paciente não sarar, até aonde vai nossa responsabilidade no aprendizado de nossos alunos? É desnecessário dizer que nos cabe a parte “ensino” e que o “aprendizado” depende do esforço e da motivação dos alunos, mas será que não podemos influenciar esse processo?

Eu não concordo quando o aluno não aprende e diz que “a culpa” é do professor, mas também acredito que não devemos ficar simplesmente de braços cruzados deixando que o aluno se envolva sem ajuda com seu aprendizado. Seria quase como se o médico dissesse à família de um paciente que morreu que fez sua parte, mas o doente não fez a sua (que seria sarar).

Não podemos nos omitir simplesmente e há muita coisa que podemos fazer para que nossos alunos tenham melhor desempenho.

Motivação e estímulo

Quando estamos motivados fazemos tudo com mais facilidade e não desanimamos quando aparecem dificuldades; se suficientemente estimulados por meio de palavras de encorajamento, atitudes positivas e feed-back positivo em todas as conquistas continuaremos mesmo quando o cansaço e a preguiça nos disserem para desistir.

Nosso cérebro capta as mensagens em parte e tendemos a repetir as experiências que nos deram resultados positivos; também temos a tendência de evitar situações que geraram angústia ou frustração.

Se quando o aluno faz algo errado o professor disser que “dessa maneira vai repetir” essa experiência será computada como “negativa”. Após algumas repetições (aluno desempenhando mal) a reação do professor se mantiver, em breve o aluno começará a esquecer de fazer a lição, não vai responder nada em classe, tudo isso para evitar a “resposta negativa” do professor.

Se, por outro lado, na primeira vez que o aluno fizer um exercício correto o professor o felicitar e mostrar que ficou contente com seu desempenho, o aluno tentará repetir a experiência, que será computada em seu cérebro como “positiva”.

Dessa maneira o primeiro aluno (cujo professor limitou-se a criticar os erros) tentará evitar envolver-se de forma efetiva em seu próprio aprendizado, porque suas experiências anteriores foram negativas; o aluno 2 que foi incentivado pelo professor que chamou-lhe a atenção para seus pontos fortes (acertos), tentará sempre repetir essa experiência, esforçando-se para superar o que já conseguiu.

Tem que ser chato?

Também será interessante perceber que tipo de atividades chamariam mais a atenção do aluno, e quebrar sempre a monotonia. “Surpreenda-os” deveria ser nosso lema, já que a monotonia leva à estagnação e à preguiça.

Novidades são apreciadas pela maioria, e a minoria costuma seguir o que a maioria faz, então gostando ou não todos irão participar. Se as atividades forem desafiadoras, engraçadas, se fizerem pensar, se forem ligadas ao universo do aluno, elas serão desempenhadas não só como obrigação, mas também como um prazer.

Associando aprender a “prazer”, nosso aluno ficará cada vez mais receptivo à nova matéria, novos tópicos, novas atividades, novos desafios…

Observação

Um aluno é diferente do outro e o conjunto de todos os alunos forma um grupo que tem suas próprias características, reações e necessidades. O professor não pode ignorar as reações de seus alunos e deveria estar sempre atento ao que falam, o que assistem, o que compram, o que fazem fora da escola.

Só com observação perceberá o momento de introduzir novas práticas, novos jogos, novas formas de aprender. Só observando, conhecendo seus alunos e – sobretudo – preocupando-se com eles não só como sua “audiência”, mas também como indivíduos únicos e com necessidades diferenciadas, o professor conseguirá incentivar e motivar seus alunos para que assumam verdadeiramente o compromisso com o próprio aprendizado.

Zailda Coirano – SOS Idiomas

Pegam-se mais moscas com mel

Nós nos debatemos e vivemos em busca de recursos e ideias para motivar nossos alunos, que levam tudo à sério menos a escola. Acham que estudar é chato, aprender é chato, tudo que diz respeito à escola é chato…

Reforçando aspectos positivos

Nós podemos fazer com que participem com atitudes negativas:

  • castigos
  • ameaças
  • reclamações com o pai ou responsável
  • mandando bilhetes
  • falando com o diretor
  • berrando
  • etc….

Todas essas (e mais algumas outras que você possa lembrar) são reforços negativos, o aluno acaba fazendo (ou não) o que queremos por “livre e espontânea pressão”.

Mas um argumento poderoso que podemos ter a nosso favor é o “sonho” do aluno. Todos têm um sonho, não é mesmo? Esse sonho pode ser:

  • ser cantor
  • morar nos EUA
  • ser modelo
  • casar com um milionário
  • ser milionário
  • arrumar um bom emprego
  • etc…

Antes de revertermos esse sonho a nosso favor e mostrar ao nosso aluno desmotivado em que a escola poderá ajudá-lo a conseguir o que sonha temos que fazer duas coisas:

  • descobrir seu sonho
  • encontrar formas de atingí-lo mais facilmente com o aprendizado que se oferece na escola

No primeiro dia de aula eu passo uma fichinha para os alunos preencherem, ou dou a eles uma folha para entrevistar um colega, ou pergunto a cada um: “qual é o seu sonho”?

A partir daí eu começo a mostrar a cada um como a escola pode ajudá-los a chegar onde querem. Para conseguir realizar alguns a escola é não apenas um fator positivo como um ponto essencial para alcançar o que eles almejam, transformando seus sonhos em realidade.

Esse “reforço positivo” dá muito mais certo que castigos, ameaças e gritos. E tem a vantagem de toda vez que o aluno começa a desanimar podemos acenar a ele com seu sonho, e ele com certeza voltará aos estudos com vontade redobrada.

Zailda Coirano

Nesse artigo você recebeu uma sugestão para usar reforço positivo para motivar seus alunos, mostrando a eles como a escola pode ajudá-los a tornar seus sonhos realidade.

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Jogos em PowerPoint

The wall 2Os jogos em PowerPoint podem ser usados em classe para fazer uma competição entre os alunos, favorecendo dessa forma a prática constante e ao mesmo tempo divertindo-os, ou também podem ser enviados por email aos alunos, para que possam praticar em casa.

O jogo “The Wall” foi especialmente criado para competição em classe, designado para uma revisão de diversos tópicos gramaticais ao mesmo tempo reforçar vocabulário específico.

Como o aluno participa oralmente também é uma boa oportunidade para se trabalhar fonética, pronúncia e entonação. Ao fazer perguntas o professor também auxilia na compreensão auditiva dos alunos.

The Wall

O volume 1 já foi usado com meus alunos e eles adoraram. É composto de 10 arquivos de slides PowerPoint 97, cada um com 25 quadros numerados. Cada quadro pode ser clicado em qualquer ordem. Ao ser clicado o quadro desaparece deixando ver uma parte do fundo onde está uma figura relacionada a vocabulário específico. No volume 1 escolhi “furniture”.

Há também 25 perguntas (cartões) para cada wall, todas relacionadas a tópicos gramaticais.

Para jogar, divida a classe em grupos. Coloque um dos “walls” (escolha o que tem gramática relacionada ao que for melhor para seus alunos). O primeiro aluno do primeiro grupo escolhe um número (quadro). O professor faz a pergunta correspondente e se a resposta for correta, clica sobre o quadro correspondente ao número escolhido e ele desaparecerá, deixando ver uma parte da figura de fundo. Se a resposta for errada a pergunta é anulada e esse quadro irá permanecer até o final do jogo. O grupo ganha um ponto quando acerta.

Após um certo número de rodadas (eu espero até 10 quadros serem virados) o professor pergunta ao grupo com maior número de pontos: “What’s behind the wall?”. Se o grupo souber responder, ganha a rodada, coloque outro muro. Se o grupo errar, continue por mais 4 ou 5 rodadas e pergunte de novo.

No volume 2 eu coloquei todos os walls no mesmo arquivo, estão em sequência, basta o professor ir passando até chegar no muro que deseja utilizar, usando as fichas correspondentes. O vocabulário escolhido nesse volume é “jobs & occupations”.

Cada wall tem instruções inclusas, e também a lista de conteúdo.

Veja abaixo a lista de conteúdo dos dois jogos:

The Wall – volume 1

Vocabulary and grammar contents
vocabulary topic: furniture

Wall 1 – bed + who questions
Wall 2 – table + who answers
Wall 3 – chair + comparatives with 3 syllables
Wall 4 – wardrobe + comparatives with 1 syllable
Wall 5 – couch + comparatives with 2 syllables
Wall 6 – armchair + superlatives with 3 syllables
Wall 7 – kitchen cabinet + superlatives with 1 syllable
Wall 8 – bookshelf + superlatives with 2 syllables
Wall 9 – TV rack + order of adjectives (size, color, material)
Wall 10 – dresser + irregular comparatives and superlatives (bad / good)

The Wall – volume 2

Vocabulary – Jobs & Occupations

Wall 1 – waiter + present perfect
Wall 2 – bus driver + present continuous
Wall 3 – cook + past simple
Wall 4 – dentist + present simple
Wall 5 – maid + third conditional
Wall 6 – nurse + could / can
Wall 7 – photographer + should
Wall 8 – teacher + future with will
Wall 9 – doctor + causative (have something done)
Wall 10 – police officer + future with going to

Para acessar os jogos, clique nos links (títulos) abaixo:

The Wall 1

The Wall 2

As versões em espanhol e português já foram lançadas, procure no site.

Acesse o novo endereço do blog: questaodeclasse.com

Zailda Coirano

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Como preparar a primeira aula

apavoradoOs professores novatos entram em pânico antes de começar um curso, tentando achar maneiras para iniciar a primeira aula. Mas isso não é uma prerrogativa dos professores novatos, os professores veteranos também têm essa preocupação.

A primeira aula é muito importante porque poderá definir se essa classe terá uma acolhida favorável ou se você terá que matar um leão por dia para ensinar alguma coisa. Ninguém tem uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão, e se esse será não só o primeiro dia de aula, como também seu primeiro contato com a turma, é muito importante preparar essa aula com cuidado e atenção redobrados para começar com o pé direito.

Conhecer seus alunos

É muito importante conhecer os alunos, seus gostos, passatempos, interesses. Se você conhece os alunos pode tirar partido disso ao preparar suas aulas seguintes, tirando partido do que já sabe deles. Além de ser muito importante preparar aulas que insiram o material novo na realidade deles, você estará também mostrando a eles como usar aquilo na prática, em coisas que já conhecem e atividades que apreciam.

Também é importante citar o que se sabe dos alunos no contexto das explicações, porque o aluno sente-se valorizado cada vez que percebe que algo é dirigido diretamente a ele e que suas necessidades foram levadas em conta ao preparar o material que será usado.

Há muitas atividades e jogos que se prestam a “conhecer alunos”, e você deverá escolher uma levando em conta a idade e nível deles. Também é importante saber se essa atividade será executada por alunos que ainda não se conhecem ou se já estão nessa mesma classe há algum tempo.

Dinâmicas

É interessante continuar com uma dinâmica que tenha algum objetivo claro, ou que vá apenas colocar os alunos à vontade. Diversas dinâmicas fazem com que o aluno se conscientize da importância da lição de casa, da cooperação, do trabalho em grupo, etc. Antes de preparar essa atividade, converse com professores anteriores ou com a direção da escola para saber mais sobre essa classe: se há alunos que faltam, que não prestam atenção, que não fazem lição de casa, que não participam de trabalhos em grupo, que desrespeitam os outros ou o professor. Com essa informação será mais fácil ter uma ideia clara do que essa classe em especial precisa.

Revisão

Se é o primeiro dia de aula mas não é uma classe iniciante é sempre bom preparar uma atividade de revisão, por mais simples que seja. Se for em forma de jogo e trabalhe diversas habilidades ao mesmo tempo, melhor ainda. Pesquise, pense. Procure encontrar uma atividade que ao mesmo tempo que forneça prática em matéria que viram no livro passado também os divirta. Caso não encontre, prepare a sua com as especificações necessárias para atender essa classe em particular.

Introdução

Além de conhecer seu aluno é necessário que ele também conheça você. Prepare uma apresentação curta e objetiva, incluindo apenas o que realmente está relacionado com o papel que você irá desempenhar: experiência prévia, cursos, viagens, etc. Inclua alguma coisa pessoal, como hobbies ou gostos pessoais, mas não se estenda muito nesses tópicos, o objetivo é apenas mostrar que o professor é “gente como a gente”.

Depois de incluir esses ítens passe à preparação de aula propriamente dita e não se importe se sobrarem apenas 10 ou 15 minutos para a matéria. Se as atividades de abordagem foram boas e atingirem seus objetivos você irá ganhar tempo porque terá uma classe interessada no que você tem para mostrar.

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