Exercícios para os alunos

tenses review 2 capaQuando comecei a dar aulas logo percebi que além dos livros eu teria também que providenciar exercícios extras, porque nem todos aprendem no mesmo ritmo, e alguns precisam de mais prática para fixar a matéria, seja na forma oral ou na escrita.

Comecei a procurar então exercícios em livros, mais tarde comecei a prepará-los eu mesma. São já 14 anos preparando meu próprio material e compartilhando-o com os colegas em diversos sites, blogs, grupos e até em duas lojas virtuais.

Que tipo de material escolher

O que me deixava embatucada no início era saber exatamente qual material escolher para cada situação, e com o tempo acabei criando um “esqueminha” que agora divido aqui com vocês. Como funciona para mim, acredito que deva também funcionar com os colegas, ou talvez queiram testar ou considerar a respeito.

Introduções

Quando eu introduzia algum tópico novo já me vinha logo aquela tentação que só podia ser inspiração do capeta de encher de exercícios complicados, pois eu achava que quanto mais difícil, mais os alunos se empenhariam, raciocinariam a respeito e aprenderiam mais. Ledo engano! Logo percebi que os exercícios introdutórios devem ser bem fáceis e intuitivos, já que a matéria é nova e o aluno ainda não está totalmente familiarizado com ela.

Quanto mais fácil e repetitiva for, melhor. Se for muito dífícil o aluno erra bastante (ou vem com aquela velha conversa do “não consegui fazer”). Isto tudo porque o que fazemos com dificuldade e insegurança nos conduz à frustração, e o ser humano tem a tendência inata de fugir da frustração. Então ou ele faz com muitos erros ou simplesmente não faz.

Se faz com erros acaba praticando o que é errado e assim vai assimilando cada vez mais o errado e fixando cada vez mais o que é incorreto. Resultado: será cada vez mais difícil convencê-lo de que é errado escrever “he does went”, porque ele escreveu isso várias vezes na sua apostila, então isso vai ficar cada vez mais arraigado e mais difícil de abandonar.

Então quando dou matéria nova preparo exercícios repetitivos (sem serem chatos) e jogos onde o aluno terá a oportunidade de descobrir o que tem que fazer de forma intuitiva (sem ter que queimar os neurônios para descobrir como faz) e assim irá aos poucos abandonando os “he does went” da vida.

Fixação

Para fixar o que já foi ensinado, nada melhor do que um contexto diferente: uma música, um texto curto, um vídeo, um episódio de um seriado e depois alguns exercícios de gramática do tipo: “complete com going to para explicar o que os personagens vão fazer neste episódio”. E uma fileira de frases para completar, tomando o cuidado de colocar negativas, afirmativas e interrogativas (para que o aluno responda) e assim além da gramática checar também a compreensão do vídeo, texto ou o que tenha sido mostrado ou apresentado.

Revisões

Quando faço uma revisão incluo aqueles exercícios de repetição, que são fáceis e blá-blá-blá que o aluno vai conseguir fazer com o pé nas costas e depois de apresentar dois ou três tópicos alguns exercícios “misturados”, onde ele terá que escolher entre os dois ou três tópicos ensinados. Se forem distinções muito complexas, introduzir aos poucos.

Por exemplo, ao fazer exercícios para distinguir entre Simple Past e Present Perfect, coloque um uso para cada exercício, senão o aluno poderá ficar mais confuso depois de fazer do que antes.

Então, use um exercício com tempo determinado e indeterminado; um exercício com ações que já terminaram e ações em progresso; um exercício com uma ação / várias ações no passado e assim por diante.

Não adianta colocar tudo já de cara no primeiro exercício porque fica muito complicado, aí vem a frustração, e aí você já sabe…

Provas

É interessante nas provas utilizar alguns exercícios que os alunos já fizeram em classe ou em casa e com os quais já estejam familiarizados. A prova existe para avaliar o quanto foi aprendido e não para deixar os alunos de cabelo em pé. Devem variar entre “fácil” e “moderado”, deixe os muito difíceis para os vestibulares da vida. Só use coisa muito complicada mesmo em cursos preparatórios, mas apenas em testes que não valem nota, só para que se familiarizem com o que terão que fazer. Por enquanto, o melhor é descobrir o que eles sabem e não mostrar a eles o quanto é difícil aprender. Mesmo porque o nosso objetivo é valorizar o que foi aprendido e não apontar milhões de falhas na correção.

Espero que este texto ajude e que o faça pensar um pouco a respeito do que pretende quando dá exercícios, revisões e provas para seus alunos.

Caso queira visitar minha loja virtual, lá encontrará material preparado para alunos de inglês, espanhol, português (inclusive PLE – estrangeiros), francês, alemão e outras matérias. Sempre pensando em valorizar a prática e espantar de vez a frustração.

Apostilas e jogos interativos em PowerPoint para o ensino e prática de idiomas – inglês – espanhol – alemão – francês – português (inclusive PLE). Se mora no Brasil visite SOS Idiomas; se mora no exterior visite: Digital Goods. Entrega imediata por download.

Zailda Coirano

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