Monólogo ou aula?

Dizem que um dos maiores problemas do professor é sua garganta, seu instrumento de trabalho. Sempre discordei disso porque não entendo aula como sinônimo de monólogo, no qual o professor se esgoela em frente a uma classe de alunos que não estão nem aí com o que ele está falando.

Imagino que depois de um período de 5 aulas nas quais eu falei o tempo inteiro eu teria que ir direto para o consultório de um otorrinolaringologista – e nem conseguiria falar essa palavra.

Eu sempre utilizei recursos em sala que me poupassem a voz e que também poupassem os alunos dessa chatice que é ficar 50 minutos ouvindo alguém falar. Uso jogos, apresentações, vídeos. Faço perguntas o tempo inteiro e nunca faço afirmações, só perguntas. Com as perguntas vou levando os alunos a deduzirem e com isso vou partindo do que sabem para introduzir tópicos novos.

Aguce a curiosidade de seus alunos, faça com que pensem e encontrem respostas, apresente material extra que os faça mais que obter respostas, mas formular perguntas. Permita-lhes o sabor da descoberta, vá no tempo deles em vez de se atropelar com frases e frases que serão ouvidas apenas parcialmente.

Se você sai da sala esgotado é sinal que alguma coisa não está como deveria ser. É sinal de que é hora de mudar sua postura e sua proposta. Sua aula será mais alegre e movimentada se seus alunos fizerem a parte do leão e você apenas gerenciar. Pense nisso!

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Zailda Coirano

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