Crianças, adolescentes e adultos

Qual é o melhor enfoque quando ensinamos crianças, adolescentes ou adultos?

Quando ensinamos crianças (até uns 10 anos, mais ou menos) devemos tirar partido de sua curiosidade natural. Estimular essa curiosidade é o meio mais rápido de conseguir atenção, cooperação e aprendizado. Crianças adoram competir e responderão bem a qualquer tipo de jogo no qual “vençam” de alguma maneira. Só há que tomar cuidado para sempre dar um “prêmio de consolação” aos perdedores, porque da mesma forma que têm muito entusiasmo e adoram competir, também têm dificuldades para lidar com o fracasso e a frustração.

Se nossos alunos são adolescentes devemos evitar “rota de colisão”. Devemos negociar, fazer pactos, delegar responsabilidades, pedir ajuda mesmo quando não precisamos dela. O adolescente quer parecer mais “adulto” do que é, valorizar sua participação é a melhor maneira de conquistar aliados. Não faça atividades que os exponham demais, prefira sempre atividades em grupo, evite competições individuais. Eles aparentam ser os “donos da verdade” mas sua auto-estima sofre quando sentem-se inferiorizados e costumam se fechar quando sentem-se ameaçados.

Os adultos têm medo de errar, detestam situações que mesmo que remotamente possam expô-los ao ridículo ou ao julgamento alheio. Atividades individuais e corrigidas em casa são as melhores. Já soube de casos de adultos que saíram do curso porque o professor pediu que lessem em voz alta diante da classe. Tente conhecer seus alunos para evitar conflitos desnecessários. Converse sempre que houver problemas, mas que seja em particular. Raciocine com eles, procure soluções que satisfaçam a ambos os lados, não tente impor seu modo de ver as coisas.

E com todos eles, escute suas razões, esteja sempre atento às mudanças bruscas e nunca se deixe desanimar.

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