Alunos indisciplinados?

Seus alunos jogam bolinhas de papel enquanto você está explicando? Conversam durante a aula? Você pode encarar isso de algumas formas diferentes:

– eles não têm educação

– eles não têm interesse em aprender

– alguma coisa está errada

Se você encara a indisciplina como “estado natural das coisas” não há muito o que fazer. Normalmente as pessoas fazem exatamente o que se espera delas. Se você acha que seus alunos irão fazer bagunça eles fatalmente irão.

Se você acha que eles não têm educação, fica a pergunta: entre 40 ou 50 não há nenhum educado? Você acredita realmente em “verdades absolutas” e generalizações?

Se você acha que eles não têm interesse em aprender eu pergunto: e quem é que deveria (pelo menos teoricamente) despertar esse interesse neles?

Se você acha que “alguma coisa está errada” eu concordo com você e talvez algumas técnicas possam ajudar:

Antes de ficarmos de pé e começarmos a raciocinar éramos animais como todos os outros. Temos o mesmo instinto dos outros animais: auto-preservação e multiplicação da espécie. Como vivemos em grupos socialmente não diferimos muito dos outros animais.

Fui a um workshop na semana passada e muito se falou sobre “macho alfa”. Mas o que é o “macho alfa”? É o “chefe do bando”, o que manda – e os outros obedecem. Mas como fazer para que os alunos me reconheçam como “macho alfa”?

Andar pela classe enquanto falo, olhando nos olhos de meus alunos. A turma do fundão atrapalha? É porque estão distantes demais para sentirem o poder do seu olhar de “macho alfa”.

Mas os “machos mais novos” (leia-se “adolescentes”) não irão me desafiar para tomarem o meu lugar? Olhando nos olhos e sorrindo (o sorriso mostra que não há ameaça nessa dominação) fará com que – longe de tentarem se insurgir contra você – eles sintam-se confortáveis e “protegidos” sob sua dominação.

Essa reação é sub-consciente, é o instinto falando mais alto. Tente mudar de postura de vez em quando e sinta os resultados. Fale com voz calma, mas module a voz, dê animação, mostre entusiasmo. Sorria. Passeie pela classe, aproxime-se dos alunos. Fale olhando nos olhos. Depois você me conta o que acontece.

Leia também: A arte da persistência


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6 Respostas

  1. estou desenvolvendo um projeto contra o bullying na escola;preciso de uma dinamica para iniciar.Vcs poderiam me ajudar?

  2. ja acessei e nao obtive resposta

    1. Lucca

      O que você acessou? Há um blog com dinâmicas (procure o link na barra lateral), a proposta desse blog é outra. Respondo toda semana a dezenas de emails pedindo a mesma coisa. Basta acessar o blog (o link está na barra lateral) e procurar, lá há 100 dinâmicas.

  3. acho o blog dificil, tem que haver ferramentas mais claras e diretas

    1. Lucca

      Em meu tempo vago (que é pouco) eu me disponho a escrever este e outros 90 blogs para ajudar. Se a ferramenta é difícil eu não sei, é o que posso fazer. Não posso ir de casa em casa ajudando as pessoas, o que posso fazer é escrever um blog. Há livros sobre o assunto, quem sabe não seria o caso…

  4. Zailda e Lucca

    Também trabalho dessa maneira e utilizo a técnica do sorriso para dar conforto.
    Circulo pela sala e tenho uma relação muito legal com meus alunos.
    Sempre que preciso da atenção de todos consigo.
    Eles respondem ao comando do “Macho alfa”

    Lucca, isso é uma construção. Essas técnicas tem que ser aplicadas diariamente. Você vai precisar de um tempo para obter resultados. Naturalmente, precisamos “dar um basta” às vezes. Mas isso não deve ser frequente.
    Devemos buscar sempre tornar a aula mais interressante de maneira que eles não percam a atenção.
    Mudar o tom da voz durante a exposição também ajuda a mantê-los ligados.
    Outra técnica muito boa é identificar o “aluno problema”. O líder da sala em termos de conversa e brincadeira. Muitas vezes são oS líderes. Mas nunca generalizar “A TURMA ESTÁ DEMAIS” “CALEM A BOCA” isso não funciona. Sem falar que você pode cometer uma injustiça com aqueles que estão prestando atenção e acompanhando a aula.
    Fale os nomes “Rafael, João, Isabela, vamos prestar atenção?” “Isabela, raciocine aqui comigo, querida”
    E assim por diante. A sugestão também ajuda muito. Falar “Você poderia sentar?”, sempre é melhor do que “sente-se”.

    Espero ter ajudado um pouco.
    Um abraço, colegas.

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