Estímulos ao aprendizado

Da mesma forma que acusamos a TV, os vídeo games ou a internet de alhearem o aluno da realidade escolar, também é possível torná-los estímulos ao aprendizado. Se a vida lhe dá um limão, faça uma limonada. Ou uma caipirinha, dependendo do caso e da situação.

Meu filho estava outro dia jogando o “The lord of the war” e lamentei não ser professora de história. Lamentei não ter entre os tópicos que ensinaria a mitologia. Gente, mas que maravilha! Como o jogo é muito conhecido tenho certeza que os jogadores têm o maior interesse em estudar mitologia, que fará o maior sentido na cabeça deles. E eu já me imaginei professora, promovendo verdadeiros campeonatos de vídeo game.

Como professora de inglês e espanhol sei que na internet há milhões de recursos (jogos, textos, vídeos, músicas, shows, etc…) para que meu aluno pratique e tenha contato com o idioma que está estudando todos os dias.

A TV também tem os filmes e seriados, que na TV a cabo têm som original, e que tornam populares dezenas de personagens que falam o idioma que meu aluno quer aprender.

Para tirar partido de todos esses recursos é importante saber o que o aluno gosta:

– ele adora desenhos e gibis?

– curte música?

– gosta de filmes?

– é fã de algum seriado?

– gosta de ver vídeos?

– aprecia teatro?

– vai ao cinema regularmente?

– gosta de esportes?

Quanto mais eu souber sobre meus alunos, mais poderei explorar todos esses recursos, criando estímulos positivos que os façam praticar e interessarem-se cada vem mais em aprender. E não é apenas o inglês que pode ser beneficiado com essa enxurrada de conhecimento e diversão que está ao alcance de todos. Há muitos jogos envolvendo ciência e matemática, muitos sites interessantes que mostram fatos históricos de maneira instigante e interessante. Há vídeos, sites, programas interessantes sobre praticamente qualquer assunto, cobrindo todas as áreas do conhecimento humano.

Quem irá procurar esses recursos e decidir como usá-los e com que propósito é o professor.

2 Respostas

  1. Algumas disiciplinas são realmente privilegiadas pela grande variedade de materiais na TV e Internet que podem ser adaptados para a sala de aula. Entretanto, é preciso tomar cuidado para não inverter a situação: os conteúdos escolares não tem, necessariamente, que ter alguma motivação ou aplicação direta para o aluno. Senão, caímos em uma armadilha terrível, de não poder ensinar nada abstrato ou que o aluno não goste (coitada da Física, Matemática, Filosofia, Artes, Educação Física….). O aluno deve ir à escola para aprender, e pronto. Quem devide o que é bom para o aluno é o professor (procisisonais da área da educação, de uma maneira geral). A escola pode ajudar na motivação, mas não dá conta de tudo. Professor não é um “profisisonal do prazer”!

    1. Concordo em parte. O artigo é sobre tirar partido dos recursos ao invés de combatê-los, tipo: “se não pode vencê-los, junte-se a eles”.
      Os conteúdos não precisam ter uma aplicação direta, mas o aluno precisa entender a “utilidade” do que está aprendendo. Decorei tabuadas e foi muito ruim, quando descobri para que serviam e quanto iriam facilitar minha vida ficou tudo muito melhor. Por quê não mostrar isso ao aluno?
      Nossos ensinamentos têm utilidade prática, a curto, médio ou longo prazo. Se não têm, para que os estamos ensinando?
      E não se trata de tornar as aulas um circo, mas de aproveitar oportunidades para que usem e pratiquem o que aprenderam. Não é necessário que o aluno viaje o mundo todo para usar o que aprendeu sobre países e capitais, mas se o professor encontrar um jogo sobre o assunto e fizer um “campeonato” com certeza aprenderão melhor.
      Um abraço

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