Professor do DF é afastado por ensinar música que faria apologia do homossexualismo

Professor de inglês é demitido ao ensinar música censurada pela escola

Professor de inglês é demitido ao ensinar música censurada pela escola

Professor de inglês é afastado da escola após tocar em sala a música “I kissed a girl” por ter sido considerada imprópria para a faixa etária da classe e por fazer apologia do homossexualismo e do alcoolismo.

O professor alegou que apresentou a música porque tinha muitos verbos no passado, matéria que estaria ensinando na ocasião. A escola informa que proibiu a apresentação da música mas o professor insistiu e mesmo assim a tocou para os alunos.

O professor ainda informa que “sempre ia dar aula com o cabelo de uma cor diferente e roupas bem modernas” e a direção da escola rebate dizendo que não se interessa pela opção sexual de ninguém mas que preferem professores que eduquem as crianças segundo a orientação pedagógica da escola.

Conforme já comentei aqui na postagem “Sua apresentação no primeiro dia de aula“, defendo a opinião de que no vestir o professor deve ser o mais neutro possível para evitar entrar em choque com alunos ou grupos pertencentes ao ambiente da escola. A vida pessoal de cada um é problema exclusivamente seu e misturá-la à vida profissional só pode trazer dores de cabeça desnecessárias.

Minha orientação sexual, meu time favorito, meu estilo de música, podem ser compartilhados com o aluno na medida em que isso tenha a ver com o que estou ensinando mas não deve ser usado como uma bandeira. O professor enquanto pessoa não deve dominar o cenário da sala de aula, quem você é deve estar em segundo plano e quem deve assumir quando vai dar aulas é o educador, que deve ser o mais neutro possível. Há lugares mais adequados para dar vazão a seus problemas e assuntos pessoais.

Também temos que ter um cuidado especial ao escolher material extra-curricular para apresentar aos alunos e analisar se estes não entrarão em choque com a orientação da escola ou a idade dos alunos. Naturalmente que haverá centenas de músicas que também tenham diversos verbos no passado sem contudo, ferir suscetibilidades alheias. Temos sempre que levar em conta que uma classe é formada por elementos de educação, formação, visão diferentes entre si e possivelmente das nossas e o que é natural para nós pode não o ser para outros.

Usar o bom-senso é fundamental e respeitar a orientação pedagógica da escola também é primordial. Se você não concorda com ela, o melhor é procurar outro estabelecimento cuja orientação esteja mais de acordo com suas ideias a respeito de educação. Permanecer numa escola com a qual não se concorda e persistir em fazer as coisas de forma diversa à sua orientação é procurar problemas.

Quanto ao caso em particular acredito que em parte a inexperiência e a dificuldade de lidar por um lado com as diferenças da classe e por outro com a orientação contrária da escola, fez com que o professor se equivocasse e saísse da neutralidade recomendada em casos como esses. Temas polêmicos devem ser evitados a menos que você tenha cacife para enfrentar uma batalha contra a escola e alguns pais de alunos. No meu caso esse é um problema que eu prefiro evitar.

E você, como se posiciona nesse caso como pai ou como professor?

Leia também:

Sua apresentação no primeiro dia de aula

Professor X diretor / orientador de escola

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Uma resposta

  1. Todos lutamos para que a escola seja vista como um espaço de aprendizado em todos os sentidos, além de promover a opinião crítica do aluno. Moldar as relações e os métodos de ensino é desconsiderar totalmente os inúmeros discursos de que o aluno deve pensar, raciocinar, refletir e apreender, não apenas absorver, como se fosse um aparelho programado.

    Temas polêmicos devem ser trazido a tona porque ignorar a existência deles é educar na base das viseiras e dos cabrescos.

    Mas em uma coisa eu concordo, desrespeitar a orientação pedagógica das escolas é procurar problemas. O que me impressiona é que a instituição tenha deixado estampado seu preconceito numa sociedade que luta pela liberdade de expressão (que se DIZ democrática) e abolição da segregação. Sem falar que nada obsta a existência de alunos filhos de pais homossexuais, que são vítimas do preconceito tanto dos outros colegas quanto da própria escola.

    Como professora, me impressiono na involução dessa instituição de ensino, e como mãe acabo de concordar com meu filho quando ele me diz que a sala de aula “é uma prisão infernal”

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