O primeiro dia de aula já foi…

O grande dia já aconteceu e agora aos poucos as coisas vão voltando ao normal, os alunos já colocaram as novidades em dia e já estamos entrando no ritmo. Alguns colegas já postaram a respeito, como é o caso do blog Sinais da História – Primeiro dia de aula. Estávamos todos ansiosos por voltar e agora temos um ano todo pela frente.

Alguns alunos ficam no oba-oba e para esses parece que o primeiro dia vai se perpetuar, temos que chamá-lo de volta à realidade senão as provas acabam pegando-o de surpresa. Mas há que desculpá-los, a volta às aulas é um momento tão bom, de reencontro com os amigos, com tudo novinho e limpinho… até eu gostaria que todo dia fosse o primeiro.

Infelizmente não dá, nem tudo é festa, mas podemos preservar um pouco desse primeiro dia, desse entusiasmo todo, em alguns momentos de nossa aula. Podemos e devemos usar jogos, dinâmicas e outros recursos para que a aula fique sempre de cara nova, para que os alunos fiquem sempre esperando alguma coisa que os leve a sair da rotina.

Aliás a palavra “rotina” é de fazer qualquer um perder a vontade de fazer qualquer coisa. Uma rotina de estudos, uma rotina de trabalho por exemplo, são coisas que nos mantém organizados e aptos a levar a cabo todas as responsabilidades que nos propusemos honrar, mas rotina no ensino é uma coisa desgastante não só para os alunos como também para nós.

Dar uma mesma aula pela enésima vez é frustrante. Eu admirava muito uma professora de português que trabalhava comigo, mas um dia em que dei a ela uma sugestão e ela me respondeu:

– Não, eu faço desse jeito há 30 anos e sempre deu certo!

Nesse dia toda admiração que eu sentia por ela caiu por terra. É claro que assim à primeira vista a aula era boa e ela transpirava segurança, já que trilhava o mesmo caminho há 30 anos! Mas para quem assistia a aula dela toda semana, ano após ano, deveria ser uma coisa terrivelmente entediante. E eu nem sei como ela conseguia repetir aquilo tudo de novo, depois de tanto tempo.

E eu não pude deixar de me perguntar: “será que os alunos que ela tem agora têm o mesmo perfil, os mesmos interesses e a mesmo tipo de experiências que os que ela teve lá no início, há 30 anos?”

Deus me livre de estagnar, de virar pedra e ficar repetindo maquinalmente a mesma coisa por anos a fio. Se faço uma coisa e não dá certo vejo onde errei, procuro melhorar ou mesmo descartar. Se deu certo vou querer que da próxima vez dê mais certo ainda e vou em busca de uma adaptação ou de alguma coisa para acrescentar, para mudar.

Estou sempre buscando ideias novas, e pelo que vejo aqui no blog não sou a única. O que vejo são milhares de profissionais que estão sempre à procura de melhorar para ajudar seus alunos de forma cada vez mais eficaz.

Eu tiro o chapéu para Sherazade, que livrou-se de um marido que não queria contando a ele uma história interessante e diferente durante mil noites. Se fosse sempre a mesma história, ou se fosse sempre parecida, ai dela. E ai de nós, professores, se não tivermos a cada dia uma coisa diferente para encantar e motivar nossos alunos!

Leia também: A lição de casa não precisa ser monótona e repetitiva

2 Respostas

  1. Olá,

    sou eu de novo!!!

    veja minha proposta para melhoria da educação: Sendo pró-ativo com relação ao problema da qualidade de ensino

    no blog: http://agrj.wordpress.com

    1. Olá!
      Vou passar no seu site e dar uma olhada e comento por lá mesmo, ok?
      Um abraço

%d blogueiros gostam disto: