Quando usar uma dinâmica ou jogo em sala?

Na verdade a pergunta deveria ser quando não usar uma dinâmica ou jogo. É claro que o jogo pode ser usado mais frequentemente, uma vez que auxilia ou complementa o aprendizado da matéria propriamente dita. Podemos dizer que um jogo que tem por objetivo fixar uma parte do vocabulário ou gramática ensinados é apenas uma aula usando uma metodologia diferente da tradicional.

A dinâmica, ao contrário, é como uma pausa para descanso ou para ajustes, entre aulas que passam a matéria, e por isso mesmo deve ser introduzida com parcimônia. Costumo usar com cada classe uma média de 2 a 3 dinâmicas por semestre no máximo, mas uso e abuso dos jogos quando tenho tempo.

Costumo usar um jogo ao final de cada lição, ou então um jogo antes da lição para introduzi-la e para que flua mais rapida e facilmente, uma vez que o principal já foi visto de forma agradável e divertida.

Quando se usa e abusa das dinâmicas o que se consegue é que além de perderem a graça, acabam ficando repetitivas e os objetivos, quando são atingidos, só o são parcialmente. Como os remédios, se forem usadas muito frequentemente, as dinâmicas ‘perdem o efeito’.

Portanto resista à tentação de resolver tudo com dinâmicas, ou então de aplicá-las a cada semana. Além de desgastar um recurso que pode ser muito útil se bem utilizado, você também acaba ficando com problemas para passar toda a matéria que necessária no tempo que resta.

Há outros recursos que podem substituir uma dinâmica, se por acaso você já aplicou alguma com essa turma nesse mês, por exemplo. Você pode ensinar músicas, fazer ‘peças de teatro’ com seus alunos representando o que aprenderam, fazer murais com desenhos nos quais eles ilustram o que aprenderam, etc. O importante é não recorrer sempre ao mesmo método senão ele fica ‘batido’ e não funciona como deveria.

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