A explicação é o caminho do entendimento

O momento da explicação  é o mais importante da lição pois é quando você atingirá seu aluno e fará criar-se a luz em seu cérebro – ou não. É durante a explicação que você poderá checar pela sua expressão facial se estão entendendo e acompanhando seu raciocínio ou se estão absolutamente alheios e suas palavras estão sendo levadas pelo vento.

Sua explicação pode ser uma maravilha, mas para que surta efeito você tem que ter à sua frente alunos atentos, portanto mais importante que ter uma explicação pormenorizada e cheia de exemplos é fazer com que ela desperte o interesse e a imaginação de seus alunos.

Quando estiver preparando sua aula ponha-se no lugar do aluno e pense se realmente você está usando a linguagem deles e se está transportando a matéria para o mundo deles ou se espera que eles enxerguem o seu. Quanto mais próxima à realidade dos alunos, mais acessível e interessante lhes parecerá sua explicação.

Isso não significa que você tenha que falar a gíria do bairro para ser entendido, mas palavras técnicas não vão ajudar em nada. Tente adequar sua explicação à realidade de seus alunos, o meio em que vivem, sua capacidade de compreensão e sua idade.

Mude de enfoque dependendo do assunto, conte uma história para introduzir o tópico, faça um jogo, dê a matéria e antes de explicar peça que leiam e lhe digam o que entenderam e parta daí para explicar o resto. Mude, traga novidades, filmes, figuras, músicas, versos. Faça uma dramatização com os alunos. Peça que criem uma história com base no que explicou, os personagens centrais são a vírgula e o ponto final, se você está explicando pontuação. Os números primos conversam. Sobre o que falam? Peça a eles que criem o diálogo. Invente.

Não permita que seus alunos saibam de antemão como será sua aula. E seja maleável, não tenha medo de mudar tudo só porque já tinha preparado outra coisa. E aproveite as oportunidades.

Minha tia, que foi educadora por mais de 30 anos, dizia que o bom professor é aquele que tem uma matéria para ensinar, mas entra pela janela uma borboleta que distrai os alunos, que começam a rir e a querer capturá-la. Esse bom professor comenta sobre a borboleta, faz perguntas aos alunos sobre o que sabem sobre ela e aos poucos, como se conversasse vai introduzindo sua matéria.

Se a vida lhe deu um limão, faça uma limonada. Ou um sorvete de limão. Mas o professor bom, aquele que tem jogo de cintura, quando a vida lhe dá um limão faz uma torta de sorvete de limão.

(Zailda Coirano)

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