Ajudando no Curriculum

O primeiro passo para um emprego é o CV e na hora de prepará-lo todo cuidado ainda é pouco. O assunto deste post é algo que eu acredito que nem seria necessário mencionar, mas é um detalhe que passa despercebido por muitos candidatos, e que pode ser um motivo a mais para você não ser chamado para uma entrevista.

O que trataremos a seguir é a questão do endereço de email. “Bobagem” – pode pensar você. Mas sinceramente, não acredito que seja. Senão, vejamos.

O candidato tem tudo para ser chamado, aí a pessoa encarregada bate o olho no endereço de email para chamar para a entrevista e é algo mais ou menos assim: gatinha_manhosa@qualquer coisa. Não sei quanto às outras pessoas, mas eu me sentiria ridícula – ou no mínimo desconfortável – enviando um email DE TRABALHO para um endereço assim.

Parece óbvio para a maioria, mas infelizmente para uma boa parte da população não é. Trabalho com diversos profissionais e muitas vezes eles me passam endereços bem parecidos com o que exemplifiquei acima, ou até piores. Eu mordo a língua para não perguntar se é esse mesmo que passam para alunos, pais de alunos, diretor, etc. Não dá nem pra acreditar.

Então (coisa que me parece óbvia, mas ao mesmo tempo percebo que não é óbvio para muitos): crie um email profissional. Separe o pessoal para o que usa em redes sociais, papo com amigos, salas de bate-papo e crie um só para trabalho.

Esse email deve ser criado com seu nome. Tente até conseguir, se você tem um nome comum adicione algo para que ache um disponível na plataforma que pretende usar. Digamos que seu nome seja Maria Isabel Silva. mariaisabelsilva a gente sabe que não vai dar, então tente mariaisasilva, maria_isasilva, e se não der coloque algo que o distingua dos demais mariaisasilva_profa, teachermariaisasilva, maestramaria_isa, e assim até conseguir algo que tenha a “cara” da sua profissão.

Esse endereço deve ser usado apenas para trabalho, não o passe para contatos de amigos ou redes sociais. Abra-o com frequência, maior até do que abre o seu “pessoal”.

É importante ter um endereço com cara de profissional porque cada detalhe num currículo conta pontos. Usando um outro endereço, diferente do que usa para outros fins também evita constrangimentos, como enviar convites de sites para seu chefe ou futuro chefe quando entra em um site e envia convites para “todos os contatos”.

Isso também permite que você possa escolher se quer ou não seu chefe como contato em redes sociais, bisbilhotando tudo o que faz. Ah, as redes sociais… bem, esse tema é outra história longa e que merece uma postagem especial só para tratar do assunto.

Zailda Coirano

O que te move ao ensinar?

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Ensinar não é uma tarefa fácil, e eu tenho para mim a noção de que é até impossível. Como???? Ora, eu não acredito que se possa “ensinar” algo, pelo menos não da forma como se espera. Não existe para mim a noção de que eu “tenho o poder” de fazer com que teoria se transubistancie em aprendizado na cabeça de alguém. Há muito abandonei a crença de que sou capaz de fazer com que a informação se transfira do meu livro para o cérebro do meu aluno como num passe de mágica.

Reconhecendo minha pequena parcela de participação nesse processo, hoje eu me sinto apenas como “facilitador” ou uma mera “ferramenta” no processo de aprendizado. Ou seja, reconheço sim o “aprendizado” como um processo ativo e não passivo (onde alguém simplesmente “bebe” a informação derramada por outro ser, bem mais culto, informado ou preparado que ele).

Partindo do princípio de que não sou a detentora da informação e agente principal no processo “ensino – aprendizado”, sou capaz de perceber também que de nada adianta o discurso inflamado perante algumas dezenas de cabecinhas jovens ou nem tanto. Muitas de minhas convicções ao preparar uma aula simplesmente caem por terra ao tentar colocá-las em prática, pela razão óbvia para mim agora (nem tanto no passado) de que o ensino deve ser focado no aluno e não no professor.

Eu não tinha a menor intenção de tornar-me uma estrela da música ou da dramaturgia, o que já é uma grande vantagem. Se tivesse essa intenção tentaria fazer da sala de aula meu palco, e de meus alunos a minha plateia. Com certeza – mesmo que inconscientemente – tentaria compensar essa frustração de não ter sido quem eu queria ser e reverteria a situação a meu favor, fazendo de conta que os alunos eram meus expectadores.

Prepararia então um discurso com frases de efeito, monólogos que eu recitaria sem pestanejar ou gaguejar, com impostação de voz calculada para combater o sono, o enfado e o marasmo que tanta verborragia certamente iria provocar. Ano após ano eu me especializaria nessa sessão de “fala que eu te escuto” constante permeada de exemplos e que (na minha cabeça, claro) deixaria os alunos embevecidos e admirados pela quantidade e qualidade de informação que eu seria capaz de simplesmente despejar sobre a cabeça dos pobres mortais a quem tinha sido concedida a extrema graça de pertencer ao seleto grupo de privilegiados que desfrutariam de minha performance decorada e estudada, mil vezes ensaiada na frente do espelho.

Mas eu nunca quis ser uma estrela. Nem tampouco sou tão arrogante para sequer imaginar que eu seja o centro das atenções numa sala cheia de cabeças fervilhantes e que têm acesso a todo tipo de informação. Hoje não somos mais os “detentores” da informação. Ela se encontra livre e abundantemente espalhada pela internet. Qualquer um pode digitar o que deseja saber e em alguns segundos verá descortinar-se diante de si um universo de informação em todas as formas possíveis.

Seria então a Wikipedia um bom professor? Creio que não. Acredito que a missão do professor não seja simplesmente “passar informação”. O professor tem tantes disso a missão de aguçar a curiosidade de seus alunos, torná-los independentes e auto-suficientes na busca pela informação. Deve também mostrar a cada um como essa nova informação cabe em seu universo e como pode conectar-se a outros dados anteriormente trabalhados.

O professor deve antes de tudo ensinar a aprender, deve perguntar ao invés de responder. Meus melhores professores nunca me deram respostas prontas, mas deles recebi boas perguntas para que eu aprendesse a pensar.

Não acredito que alguns preparem suas aulas de uma maneira melhor do que outros. Acredito, sim, que muitas vezes partem de premissas equivocadas ou têm um enfoque que só favorece a si mesmos.

O que te move?

Você quer formar criaturas pensantes que questionam e buscam respostas? Ou quer provar que é um bom professor?

Você quer que seus alunos se tornem seres humanos bem sucedidos e que contribuam de maneira efetiva para que a sociedade se beneficie? Ou quer que aprendam rápido para ter menos trabalho?

Você consegue visualizar seus alunos daqui 20, 30 anos usando aquilo que aprenderam? Ou está apenas preocupado em passar toda a informação que consta de seu cronograma e daí para diante é problema deles?

Às vezes nossa questão é simplesmente “como vou dar essa aula” e nem pensamos em “como os alunos irão entender e usar esse conteúdo”. Partimos do ponto de vista errado e depois não entendemos o que não deu certo. Nossa preocupação fundamental deve ser sempre como fornecer a prática, inserindo informação nova no universo do aluno. De que forma faremos isso depende muito do perfil de sua classe, do quanto pretende se aprofundar no tema e quanto tempo terá disponível para cumprir sua função.

Mas sempre o mais importante é o aluno e não o professor. Não podemos confundir hierarquia com prioridade. O professor é superior hierárquico pois mantém a ordem, orienta os trabalhos e determina funções. Mas a prioridade é e sempre será o aluno, nunca o professor.

O que teoricamente seria um elogio “você é a melhor professora que eu já tive” me soa sempre como algo oco, que carece de sentido. Melhor por quê? Dou os melhores prêmios nos jogos? Sou bonita, criativa, cheirosa, inteligente? Não faz sentido para mim. Mas o que me move, o que me deixa feliz é ouvir “aprendi muito com você”. E o melhor: não de você. Aprendeu comigo. Aprendemos juntos então. Pelo menos dessa vez eu sinto que minha missão foi cumprida.

Apostilas e jogos interativos em PowerPoint para o ensino e prática de idiomas – inglês – espanhol – alemão – francês – português (inclusive PLE). Se mora no Brasil visite SOS Idiomas; se mora no exterior visite: Digital Goods. Entrega imediata por download.

Zailda Coirano

Clube de Português

O Clube foi uma ideia que me ocorreu ao ver o mesmo esquema adotado por artistas que vendem clipart e está se tornando um grande sucesso. Um repórter de muito sucesso na TV, que era sempre chamado para resolver “questões insolúveis” sempre terminava seu programa dizendo “se está bem para ambas as partes…”

É o que acontece com o nosso clube, para fazer parte o que você precisa é afiliar-se e todos os meses receberá apostilas e/ou jogos em PowerPoint que o ajudarão em suas aulas de português. As apostilas são criadas para alunos brasileiros e estrangeiros, em diversos estágios de aprendizado.

Além de receberem material novo sem terem que ficar procurando-o, e a preço muito menor do que o usado em sua comercialização, os sócios também recebem descontos especiais em suas compras nas lojas virtuais.

Material enviado em outubro de 2013

Acentuação gráfica: apresentação em PowerPoint com regras e diversos exemplos (nova ortografia); apostila do aluno com diversos exercícios para memorização; apostila do professor com respostas.

Vícios de linguagem: apresentação em PowerPoint com explicação e exemplos; 5 apostilas (12 páginas) com exercícios para os alunos auxiliando na memorização e respostas para o professor.

Interpretação e Produção de Textos – ENEM: apostila com 4 páginas, diversos exercícios de interpretação e escrita sobre textos e imagens.

POE 1 – Prática Oral e Escrita – presente – verbos regulares: apostila com 7 páginas contendo diversos exercícios de escrita com correção oral, com prática de verbos regulares no presente do indicativo; respostas e sugestões para o professor. Para os professores de PLE o áudio estará disponível em breve, e será enviado gratuitamente aos sócios do Clube em novembro.

A primeira remessa de novembro já foi enviada (correção de erros) e ainda esta semana será enviada a segunda.

Como ficar sócio do clube

Se você é professor de português e quer receber mensalmente os lotes de apostilas destinados à prática de nosso idioma, veja abaixo os temas trabalhados:

Gramática: morfologia, sintaxe, semântica, fonética (especial atenção para usos de tempos verbais, conjugação de verbos, colocação pronominal, apresentações e jogos em PowerPoint – com áudio).

Vocabulário: expressões idiomáticas, gíria, linguagem padrão e linguagem coloquial.

Interpretação: textos (notícias, crônicas, piadas), imagens, vídeos.

Escrita: redação, técnicas de redação, produção de textos.

Literatura: brasileira e portuguesa.

Se você está interessado, saiba mais usando o link abaixo  e junte-se a nós:

CLUBE DE PORTUGUÊS 

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Zailda Coirano

Exercícios para os alunos

tenses review 2 capaQuando comecei a dar aulas logo percebi que além dos livros eu teria também que providenciar exercícios extras, porque nem todos aprendem no mesmo ritmo, e alguns precisam de mais prática para fixar a matéria, seja na forma oral ou na escrita.

Comecei a procurar então exercícios em livros, mais tarde comecei a prepará-los eu mesma. São já 14 anos preparando meu próprio material e compartilhando-o com os colegas em diversos sites, blogs, grupos e até em duas lojas virtuais.

Que tipo de material escolher

O que me deixava embatucada no início era saber exatamente qual material escolher para cada situação, e com o tempo acabei criando um “esqueminha” que agora divido aqui com vocês. Como funciona para mim, acredito que deva também funcionar com os colegas, ou talvez queiram testar ou considerar a respeito.

Introduções

Quando eu introduzia algum tópico novo já me vinha logo aquela tentação que só podia ser inspiração do capeta de encher de exercícios complicados, pois eu achava que quanto mais difícil, mais os alunos se empenhariam, raciocinariam a respeito e aprenderiam mais. Ledo engano! Logo percebi que os exercícios introdutórios devem ser bem fáceis e intuitivos, já que a matéria é nova e o aluno ainda não está totalmente familiarizado com ela.

Quanto mais fácil e repetitiva for, melhor. Se for muito dífícil o aluno erra bastante (ou vem com aquela velha conversa do “não consegui fazer”). Isto tudo porque o que fazemos com dificuldade e insegurança nos conduz à frustração, e o ser humano tem a tendência inata de fugir da frustração. Então ou ele faz com muitos erros ou simplesmente não faz.

Se faz com erros acaba praticando o que é errado e assim vai assimilando cada vez mais o errado e fixando cada vez mais o que é incorreto. Resultado: será cada vez mais difícil convencê-lo de que é errado escrever “he does went”, porque ele escreveu isso várias vezes na sua apostila, então isso vai ficar cada vez mais arraigado e mais difícil de abandonar.

Então quando dou matéria nova preparo exercícios repetitivos (sem serem chatos) e jogos onde o aluno terá a oportunidade de descobrir o que tem que fazer de forma intuitiva (sem ter que queimar os neurônios para descobrir como faz) e assim irá aos poucos abandonando os “he does went” da vida.

Fixação

Para fixar o que já foi ensinado, nada melhor do que um contexto diferente: uma música, um texto curto, um vídeo, um episódio de um seriado e depois alguns exercícios de gramática do tipo: “complete com going to para explicar o que os personagens vão fazer neste episódio”. E uma fileira de frases para completar, tomando o cuidado de colocar negativas, afirmativas e interrogativas (para que o aluno responda) e assim além da gramática checar também a compreensão do vídeo, texto ou o que tenha sido mostrado ou apresentado.

Revisões

Quando faço uma revisão incluo aqueles exercícios de repetição, que são fáceis e blá-blá-blá que o aluno vai conseguir fazer com o pé nas costas e depois de apresentar dois ou três tópicos alguns exercícios “misturados”, onde ele terá que escolher entre os dois ou três tópicos ensinados. Se forem distinções muito complexas, introduzir aos poucos.

Por exemplo, ao fazer exercícios para distinguir entre Simple Past e Present Perfect, coloque um uso para cada exercício, senão o aluno poderá ficar mais confuso depois de fazer do que antes.

Então, use um exercício com tempo determinado e indeterminado; um exercício com ações que já terminaram e ações em progresso; um exercício com uma ação / várias ações no passado e assim por diante.

Não adianta colocar tudo já de cara no primeiro exercício porque fica muito complicado, aí vem a frustração, e aí você já sabe…

Provas

É interessante nas provas utilizar alguns exercícios que os alunos já fizeram em classe ou em casa e com os quais já estejam familiarizados. A prova existe para avaliar o quanto foi aprendido e não para deixar os alunos de cabelo em pé. Devem variar entre “fácil” e “moderado”, deixe os muito difíceis para os vestibulares da vida. Só use coisa muito complicada mesmo em cursos preparatórios, mas apenas em testes que não valem nota, só para que se familiarizem com o que terão que fazer. Por enquanto, o melhor é descobrir o que eles sabem e não mostrar a eles o quanto é difícil aprender. Mesmo porque o nosso objetivo é valorizar o que foi aprendido e não apontar milhões de falhas na correção.

Espero que este texto ajude e que o faça pensar um pouco a respeito do que pretende quando dá exercícios, revisões e provas para seus alunos.

Caso queira visitar minha loja virtual, lá encontrará material preparado para alunos de inglês, espanhol, português (inclusive PLE – estrangeiros), francês, alemão e outras matérias. Sempre pensando em valorizar a prática e espantar de vez a frustração.

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Zailda Coirano

O material didático é importante?

losfalsosamigos2 capa

No início do ano adotamos um livro e ele é escrito tendo em vista o desenvolvimento médio dos alunos, mas é verdade que nem todos os alunos se enquadram no que se chamaria de “média”. Mesmo entre os alunos que normalmente classificaríamos como “dentro da média” há aqueles tópicos que precisam de um pouco mais de prática.

Aprendemos quando praticamos e – principalmente quando se trata de idiomas – “saber o que significa” não é o mesmo que “saber como e quando usar”. Os idiomas existem para que a comunicação se processe e se não fornecemos prática suficiente, o cérebro não “colabora” na hora de usar.

Prova disso é o número de professores que procuram material para download gratuito na internet, e por conta dessa procura há milhares de sites que os fornecem.

Há material gratuito de muito boa qualidade e há professores que se viram muito bem preparando seu próprio material extra. O único “senão” é o fator tempo. Com tantas atividades para corrigir, reuniões para planejar e horários a cumprir o professor se vê entre a cruz, a machadinha e a caldeirinha: ou procura material extra para seus alunos, ou prepara seu material, ou atende a todas as atividades que tem que cobrir por força de sua profissão e não faz nenhuma das anteriores.

Se você procura material de qualidade preparado por professores que estão dentro da sala de aula e que por isso mesmo têm uma visão bem clara das dificuldades de se aprender um idioma estrangeiro e até mesmo outras matérias, você deveria conhecer a loja virtual SOS Idiomas, com material de inglês, espanhol, alemão, francês e português (para brasileiros e estrangeiros), além de outras matérias.

Se você mora fora do Brasil visite Digital Goods com o mesmo material.

Todos os volumes contém uma descrição detalhada de conteúdo e – como sabemos que você tem pressa – o download é imediato após pagamento: em sua conta na loja SOS Idiomas ou diretamente enviado para o email registrado no ato da compra na Digital Goods.

Talvez você queira conhecer nossa seção de inglês aqui.

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Zailda Coirano

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