Publicado por: Zailda Coirano em: 10 10UTC Novembro 10UTC 2009

Primeiro dia de aula
I – pré-disposição (antes de ter contato com a estrutura nova)
II – curiosidade (quando a estrutura é apresentada, ainda sem interferência do professor)
III – descoberta (quando o professor faz com que os alunos indaguem-se e tentem descobrir do que se trata)
IV – reconhecimento (quando separam a estrutura do contexto apresentado e seu significado)
V – formação de estruturas (quando conseguem inserir a estrutura nova em conceitos e contextos já conhecidos)
VI – formação de links (quando associam a estrutura nova a outras estruturas semelhantes já conhecidas)
VII – memorização (quando o cérebro e a memória “reconhecem” a nova estrutura e já se consegue acessá-la evocando estruturas semelhantes ou contextos que a possam conter)
VII – consolidação (quando é incorporada ao conhecimento do indivíduo, no caso o aluno)
I- Pré-disposição
Todos os indivíduos têm uma pré-disposição para o aprendizado, mesmo não estando razoavelmente interessados, diversos fatores fazem com que o aprendizado aconteça. Quando, por exemplo, uma música da moda nos irrita por sua repetição contínua em todos os meios de informação e por não satisfazer o nosso gosto pessoal, a aprendemos tão rapidamente quanto seus fãs mais ardorosos e não raro nos pegamos cantarolando a detestável canção.
A pré-disposição não é nesse contexto um sinônimo de “vontade”, trata-se de uma característica do ser humano da qual podemos tirar partido no ensino. No meu caso, não dou aulas em escola regular, sou professora em uma escola de idiomas e já que seria quase impossível ensinar se os alunos não fossem até a escola, o fato de terem se matriculado já indica essa pré-disposição. O aluno está pagando e empregando seu tempo e esforço vindo às aulas, então supõe-se que aprender o idioma seria desejável.
Naturalmente que quanto maior for a pré-disposição melhores e mais rápidos serão os resultados no primeiro contato com a matéria a ser aprendida. O fator “vontade” apesar de não ser essencial é um catalisador das forças do indivíduo no sentido de adquirir o conhecimento proposto.
Nesse sentido é importante que o professor sempre prepare uma atividade de boas-vindas no início do curso ou do ano letivo e que explique aos alunos o que esperar do curso e também o que se espera deles durante o tempo de duração do mesmo. Explicar o que irão aprender, para que serve esse conhecimento, as habilidades que irão adquirir com esse aprendizado podem favorecer essa atmosfera do primeiro estágio.
Esse estágio deverá ser renovado e estimulado pelo professor no início de cada aula e antes de introduzir qualquer lição com assunto ou informação nova. No início do ano temos classes de alunos entusiasmados e cheios de energia para aprender e participar e terminamos o ano com alunos apáticos e displicentes, que faltam às aulas, não se interessam pela matéria, descuidam-se dos deveres de casa e só querem que cheguem logo as férias. E isso acontece justamente no período em que deveriam estar mais engajados no aprendizado, que é quando são feitas as provas finais.
Professores com aulas “ditadas” em voz alta e explicações mecânicas para as paredes acabam fazendo o aprendizado implodir, estancar já na primeira fase sem que chegue sequer a completá-la. A matéria simplesmente jogada sobre os alunos, recitada mecanicamente e sem entusiasmo faz com que a pré-disposição se transforme em aversão. Em lugar de aprender, os alunos cochicham, cochilam, sonham acordados, conversam, ignoram o professor, fazem gracinhas e piadinhas interrompendo a aula, pedem para sair. Em suma, começam a boicotar a aula e é freqüente que o entusiasmo e a euforia dos primeiros dias dê lugar à tensão e ao descaso.
Conhecer os alunos, perceber como se processa o aprendizado de cada um deles, saber de seus interesses e sonhos nos torna aptos a tirar partido dessa primeira fase, incentivando-a e fazendo com que amadureça e que os alunos passem para a segunda fase do aprendizado. Criar um clima faz parte desse trabalho e é sempre importante preparar o terreno antes de jogar a semente se queremos que ela cresça, floresça e dê frutos.
Alguma atividade preliminar pode criar essa pré-disposição. Pode ser um vídeo curto, uma brincadeira, uma música contendo algumas palavras ou parte do tema que irão aprender. Um jogo onde usem estruturas que já conhecem e inclua também alguma coisa do que irão aprender também funciona muito bem. Quando o professor sabe criar esse clima, permite que os alunos desfrutem dessa atmosfera e fiquem prontos para seguir para a fase adiante.
II- Curiosidade
A curiosidade transforma a pré-disposição para aprender em “querer saber”. Antes de jogar uma enxurrada de informação faça perguntas, indague de seus alunos o que seria aquilo, para que serviria, se têm idéia de como usar. Parta sempre do que eles já sabem, e com certeza você descobrirá que eles sempre sabem muito mais do que se imagina. Mostre as figuras, o mapa, a primeira parte da lição e pergunte, pergunte. Peça que escrevam ou descrevam o que vêem e o que pensam.
Ao despertar a curiosidade do aluno e fazer com que ele traga a informação de que dispõe, você o torna parte ativa no aprendizado, e não apenas um receptor passivo. Ouça o que têm a dizer, use a informação que trouxeram para construir o que será ensinado. Use as experiências e pensamentos deles. Curiosidade nesse caso é sinônimo de atenção e interesse dos alunos e consolida a atmosfera criada no primeiro estágio.
III – Descoberta
À medida em que os alunos forem expondo suas idéias a respeito do que será ensinado, vá introduzindo o que tem a ensinar e dirigindo suas idéias e conclusões para o alvo do aprendizado. No meu caso, na aula de inglês, não digo simplesmente: azul é uma cor e isso é azul. No estágio anterior peço que descrevam o que vêem, pode ser que alguém mencione que há um sofá azul, por exemplo. Se não, vou perguntar: o que é isso? – (aluno) É um sofá. – É bonito ou feio? (aluno) Bonito.
– Por quê? (aluno) Porque é grande. Porque tem florezinhas. Porque é azul.
Ou vou perguntar: O sofá é amarelo? De que cor é o sofá? E essa caneta? E aquele livro? E os olhos da Fulana? Vou levá-los a descobrir a palavra, eles com suas respostas irão criando o aprendizado, eu como professora apenas vou guiando seus passos com perguntas que os levem a concluir o que é aquilo, para que serve, como se chama.
IV – Reconhecimento
Nessa fase eles já sabem que a palavra ensinada é azul, que é uma cor, alguns até já terão concluído que é um adjetivo (porque vem antes do substantivo), já terão separado a palavra do contexto em que se encontra, a cor azul da figura na qual está. Já percebem também para que serve e têm uma idéia de como e quando usá-la. Começam a fazer associações e procurar semelhanças e diferenças com o que já aprenderam. Nessa fase é sempre interessante perguntar ao aluno, usando uma palavra ou estrutura com a qual já esteja familiarizado. Isso é azul ou vermelho?
Como ele já domina o conceito “vermelho”, pode avaliar e ver que não é vermelho, então deduzirá que só pode ser azul, a segunda opção. O conhecimento adquirido através do raciocínio, dedução e comparação com outras estruturas já aprendidas faz-se e mantém-se de forma muito mais forte e robusta do que o aprendizado adquirido de forma passiva, onde o aluno é mero receptor de informações sem que lhe seja dada a oportunidade de racionalizar e habituar-se ao que está aprendendo.
V – Formação de estruturas
Depois de racionalizar e comparar a estrutura nova com o conhecimento anterior o aluno deve ser incentivado a usar essa nova estrutura, inserindo-a em estruturas previamente estudadas e já dominadas pelo aluno e sedimentadas em sua memória através da prática.
Conceitos anteriores: casa, verbo ser, presente do indicativo, possessivos estruturas interrogativas:
- Pergunte ao fulano se sua casa é azul.
Conceitos anteriores: existência, rua, casa, possessivos, lugar:
- Pergunte ao fulano se há uma casa azul em frente de sua casa.
Conceitos anteriores: cantor da moda (extra-classe), olhos:
- De que cor são os olhos do cantor Latino?
E assim por diante, até que se perceba que os alunos de modo geral já se familiarizaram com a nova estrutura e como usá-la.
VI – Formação de links
Nessa parte o aluno já consegue associar o azul com outras cores que já conheceu, e se pode constatar isso perguntando sobre cores, ele incluirá “azul” em seu repertório. É importante nessa fase proporcionar ao aluno ampla prática da nova estrutura, através de role-playings jogos e brincadeiras nas quais possa reconhecer “para que serve” a estrutura nova e seu cérebro a reconheça como uma estrutura útil e portanto necessária.
VII – Memorização
Nessa fase é importante que o aluno tenha um contato mais próximo com o uso da palavra, no qual possa racionalizar sem ajuda do professor ou seus colegas. Isso normalmente se dá no dever de casa, quando se percebe se ele está apto a reconhecer e usar a nova estrutura de forma eficaz e sem auxílio.
É importante que o dever de casa seja cobrado o mais rápido possível após a introdução das novas estruturas para evitar-se que uma boa parte dos novos conceitos seja apagado do cérebro e da memória do aluno. Dever de casa que acontece mais de uma semana depois da introdução de novos tópicos não é dever de casa, é revisão.
VIII – Consolidação
Sempre que evocado o conceito surge e já se pode inclusive usá-lo para introduzir novos conceitos. As revisões são importantes para refazer links “quebrados” durante o aprendizado, ligando o novo ao antigo e vice-versa, tornando o aprendizado uma teia bem emaranhada e resistente que provavelmente acompanhará o aluno durante sua vida e mesmo depois de um bom período sem ser usado sempre poderá ser reavivado à sua menção.
Conclusão
O professor deve ter em mente em cada fase proporcionar ao aluno a forma mais simples e efetiva para que ela seja completada e vivenciada por ele da forma menos traumatizante e mais confortável possível, criando associações e links com conceitos já aprendidos ou com conceitos que o próprio indivíduo traz consigo inerentes à realidade na qual vive ou fatores culturais e sociais aos quais se expõe em seu cotidiano.
Leia também: Revisão das provas: aprendendo com os próprios erros
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Publicado por: Zailda Coirano em: 3 03UTC Novembro 03UTC 2009

Não estou entendendo...
Pois é, quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? Debatem-se os professores de um lado reclamando que os alunos não aprendem enquanto os alunos se defendem por seu turno, reclamando que o professor não ensina. Mas afinal de contas, de quem é a culpa (se é que se pode falar em culpas) quando o aluno não aprende?
Vamos exemplificar com uma história, e nada melhor do que uma história real, melhor ainda: essa aconteceu comigo. Meu marido e meu filho estão sempre com “pegadinhas” um com o outro, fazendo chacota baseados em frases e palavras com duplo sentido. Hoje à noite meu marido fez uma brincadeira dessas com meu filho, os dois ficaram rindo e eu – que normalmente sou rápida para entender esse tipo de piada – fiquei naquela de “como assim?” Não entendi. Eles repetiam, eu ouvia mas o cérebro não ajudava, fiquei como a loura da piadinha infame. Não estou entendendo…
A segunda parte do processo
Isso já deve ter acontecido com você dezenas (centenas, milhares…) de vezes. Na escola,durante uma explicação, pode-se dizer que acontece com muitos alunos, não são todos que pegam de primeira. E isso não quer dizer que pelo fato de entender ou não alguma coisa você seja um idiota. O que frequentemente acontece é que visualizamos o assunto por um ponto de vista errôneo mas mesmo não conseguindo sucesso através dele nosso cérebro não consegue mudar o rumo, continuamos encarando sob o mesmo prisma.
Mais tarde eu comecei a pensar sobre a piadinha e tentei encarar de outra forma, tentei de várias formas, até que – quando repeti a frase onde estava a gracinha em voz alta – eu ouvi minha própria voz e finalmente entendi a piadinha. Ufa!
Mas o que será que eu fiz de diferente do que faz aquele aluno que simplesmente não entende? Eu deixei passar algum tempo, esperei meu cérebro “esquecer” o atalho errado que havia tomado e retomei o problema do início, passo a passo, raciocinando e pensando sobre ele. Ou seja, botei o cérebro para funcionar. E infelizmente a maioria dos alunos não faz isso quando não entendem alguma coisa.
O papel do professor
Ao professor cabe procurar explicações, exemplos e oportunidades para que os alunos entendam, familiarizem-se e pratiquem o assunto novo até dar-se o aprendizado. O professor é um facilitador, ele auxilia o aluno no processo de aprendizado, digamos então que o professor funciona como uma “ponte” entre o aluno e o conhecimento que ele tem que adquirir.
A parte do aluno
Ao aluno cabe pensar, racionalizar, participar de todo o processo como parte ativa do mesmo, e não como agente passivo como um paciente na cadeira do dentista, ou um paciente sob anestesia que está sendo operado. O professor não opera milagres, não tem a chave do saber, não tem varinha de condão que desperta o conhecimento em ninguém. O aluno tem uma parte ativa no processo, que se dá dentro de sua cabeça e só por sua própria vontade. O aluno precisa fazer um esforço, mostrar ao professor que não entendeu para que este dê outras explicações ou formas de chegar à resposta. O professor é a ponte, mas quem tem que fazer todo o caminho é o aluno, e com suas próprias pernas.
Injeção do saber
Infelizmente não existe uma forma de “injetar” conhecimento dentro da cabeça de ninguém. Vez por outra nós professores temos vontade de “abrir” a cabeça do aluno e lá “enfiar” o conhecimento. Infelizmente a tarefa de “abrir a cabeça” não nos pertence, quem tem que abrir a cabeça é o próprio aluno, já que ele é a parte mais ativa do processo de aprendizado.
Viabilizando o ensino
Naturalmente que existem formas de predispor o aluno a aprender. Despertar sua curiosidade através de uma aula atrativa e desafiadora, manter sua atenção com atividades interessantes, não facilitar muito para permitir que aprendam a encontrar suas próprias respostas, sem tampouco complicar demais para que o aluno não se perca em seu próprio raciocínio.
E antes de tudo, sob o meu ponto de vista, o bom professor não é aquele que dá o peixe, é aquele que ensina a pescar. Mas ele não para por aí, também ensina como preparar e a tirar o máximo proveito dele depois de pronto.
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Leia também: Como aprender com menos esforço
Publicado por: Zailda Coirano em: 26 26UTC Outubro 26UTC 2009

Para o aluno feliz tudo o que você ensinar será novidade, não importa se você já falou alguma coisa “milhões” de vezes, na milionésima primeira vez que você falar será sempre a primeira. Para ele não existe aula chata já que tudo é novo, mesmo se você se enganar e em vez de dar a lição que daria hoje der a que já deu o mês passado. Ele é feliz até por antecipação, porque já sabe que tudo o que está ouvindo não ocupará o mínimo espaço em seu “disco rígido”, já que irá diretamente para a lixeira. Ele é o famoso “entra por um ouvido e sai pelo outro”.
Por quê alguns alunos não aprendem?
Quando ensinamos tomamos por base a maioria, a média da classe. Fatalmente excluímos os que estão acima ou abaixo dessa média, que são aqueles alunos que mais sairão prejudicados. O que está acima da média terá que aturar aulas chatas e repetitivas e mofará de tédio esperando que todos os outros terminem o que ele até já esqueceu que fez. Normalmente é ignorado pelo professor, que “não se preocupa” com ele. Talvez sinta necessidade de chamar a atenção ou espantar o tédio e aí pode começar a apresentar problemas de disciplina.
O que está abaixo da média pode sentir vergonha de perguntar, ou então estará tão perdido que nem sabe o que perguntar. E quando digo “abaixo da média” não me refiro ao fator “inteligência” e sim “ritmo de aprendizado”.
O que é ritmo de aprendizado?
Cada um tem seu ritmo e sua forma de aprender. Os alunos que normalmente são apontados como “acima da média” têm um “atalho” no cérebro, o que escutam é rapidamente decodificado e armazenado, então conseguem colocar em prática imediatamente. Mas hoje em dia temos muitos alunos “visuais”, que aprendem quando “veem” a coisa. Ou quando a veem sendo executada. Imagine que não sabe amarrar os sapatos, que método seria menos complicado: alguém lhe ensinar na teoria o que deve fazer ou ver alguém fazendo?
Ver alguém fazendo resolve?
Ver alguém fazendo – me dirá você. Claro, mas será que só de ver alguém fazendo você poderia dizer: “Muito bem, já entendi e daqui pra frente já posso amarrar meu sapato eu mesmo?” Claro que não, para que realmente aprenda o aluno precisa praticar. E se você sair perguntando por aí quanto tempo levou para cada pessoa aprender a amarrar os sapatos verá uma diversidade tão grande que será difícil equacionar tudo isso e generalizar. Da mesma forma não podemos generalizar nossos alunos, cada um deles tem um ritmo de aprendizado e uma necessidade diferente de prática antes do aprendizado se consolidar.
O que fazemos então?
Antes de mais nada precisamos conhecer nossos alunos, pois só assim poderemos entender o processo de aprendizado de cada um. Dar um ensino personalizado a cada um deles me parece a forma mais correta, uma vez que o ensino levando-se em conta que “são todos iguais” não funciona. Levar uma atividade diferente para o Joãozinho que sempre acaba primeiro para evitar que se chateie e comece então a chatear os outros; uma lição de casa extra para o Luisinho que precisa de mais prática para aprender; um mapa ou figura para a Mariazinha que é essencialmente visual em seu aprendizado; tecer exemplos para Teresinha e Jorginho que têm imaginação fértil; sempre que possível combinar diferentes atividades que contemplem todos os alunos que você tem.
Como os dedos da mão
Nossos dedos são todos diferentes e assim são nossos alunos, como todos os seres humanos. Levar em conta as diferenças na hora de ensinar irá proporcionar a todos um aprendizado eficiente e todos irão interessar-se pelas aulas. Aluno feliz sim, mas não por sua perpétua ignorância. Feliz porque sabe que aprendeu.
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Leia também: A lição de casa não precisa ser monótona e repetitiva
Publicado por: Zailda Coirano em: 22 22UTC Outubro 22UTC 2009
Recebo todo dia dezenas de pedidos de dinâmicas, apostilas em inglês e espanhol, interpretação de textos, e seria impossível atender a todos. Apesar de receber todos os dias mensagens dirigidas “ao pessoal do blog Questão de Classe”, a única pessoa que escreve aqui sou eu mesma, e além disso tenho outros blogs, grupos, também dou aulas…
Mas o que normalmente acontece é que me pedem material que já está disponível nos blogs, mas naturalmente fica mais fácil pedir que procurar, então aí vai o “mapa da mina”:
Você precisa de dinâmicas?
No blog Coelho da Cartola há quase 100 dinâmicas de todos os tipos, à medida que vou criando ou adaptando vou postando lá. Tem bastante material para procurar por lá, caso não encontre nada do seu agrado, lá também tem um formulário para pedir dinâmicas para atividades específicas.
Você quer interpretação de textos?
Comecei 3 grupos de trocas, de material para interpretação em inglês, espanhol e português, os links estão na barra lateral, basta você escolher o que precisa e pedir sua inscrição.
Você quer material de espanhol?
Estou postando material de espanhol no blog Espanhol para Iniciantes, ainda é pouco mas é o que estou produzindo no momento. Tenho muito mais para postar, à medida em que vou configurando vou postando, basta visitar sempre.
Você quer material de inglês?
Nos blogs SOS – Inglês online e Inglês com música posto apostilas de inglês, para alunos e professores. Basta visitar e fazer downloads. Comentários são apreciados e você também pode sugerir temas, já que tenho muito material, isso ajuda a decidir o que postar primeiro.
Você é professor do CCAA?
Visite o grupo, o endereço está na barra lateral. Basta visitar e pedir sua inscrição.
Você não entendeu nada?
Entre em contato comigo, o email também está aí na barra lateral. Espero poder ajudar a todos.
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Publicado por: Zailda Coirano em: 15 15UTC Outubro 15UTC 2009
Conheço alguns professores que reagem muito mal todas as vezes que alguém sugere alguma novidade ou dá alguma sugestão sobre como ensinar, praticar ou reforçar qualquer ítem novo. A resposta deles às vezes me surpreendia, vinda de um colega que até então eu admirava:
- Não, eu sempre ensinei assim e sempre deu certo.
E eu ficava me perguntando: “Sempre não é muito tempo? Será que os alunos de 20, 30 anos atrás quando esse professor começou a ensinar dessa maneira não são um pouco diferentes dos alunos de hoje em dia? Sempre deu certo? O que significa exatamente isso? Que todos os alunos aprenderam e não tiveram problemas? Ou que fazendo sempre do mesmo jeito deu certo porque não dá muito trabalho? Mas afinal, deu certo pra quem?”
Sobre pedras e seres humanos
Há um ditado popular que diz que “até as pedras se encontram” e se isso acontece deve ser porque elas mudam de lugar. Se até as pedras, que são objetos inanimados se movimentam, por que nós, seres humanos, devemos fincar pé em nossas convicções e métodos (muitas vezes ultrapassados) e não sair do lugar? Somos professores ou mulas empacadas? Será que não podemos aprender também com nossos erros e com nossos alunos?
Se você tem alergia só de ouvir falar em “reciclagem”, “otimização”, “aperfeiçoamento”, “desenvolvimento”, e já fica se coçando todo, será que não está mais do que na hora de você rever seus conceitos? Será que seus alunos aprendem mesmo e gostam de sua aula ou será que ela só é agradável e produtiva para você?
E mesmo que você esteja conseguindo um bom resultado, há algum mal em melhorar? Será que faria mal sair dos seus 70 ou 80% (quem dera…) que parecem satisfatórios para você e tentar outros caminhos? Faria algum mal além de ensinar também ter uma aula agradável e leve, onde os alunos além de aprender também se divertissem? Que fizessem as atividades com prazer e não por obrigação?
Traçando metas
Se tudo o que você quer é cumprir suas horas e ir logo embora para casa, se a escola para você é uma obrigação e você já está em contagem regressiva, contando os anos que o separam da mais-que-almejada aposentadoria, então não temos mesmo muito a conversar. Foi um prazer te conhecer, mas talvez um blog de amenidades, quem sabe lhe agradaria mais…
Mas se você realmente quer melhorar o seu desempenho e a participação de sua classe, então há mesmo muitos caminhos. Trace seus objetivos: quer mais interesse, mais participação, alunos mais produtivos, resultados melhores nos testes? Desenhe seus ideais e depois vamos tratar de correr atrás.
Auto-crítica
Ninguém aprende sem auto-crítica. Se cada vez que alguém faz um comentário não muito elogioso ao seu trabalho ou aos seus métodos você fica mais ouriçado que um porco-espinho, fica difícil fazer uma análise fria e clara a respeito do que você vem fazendo até agora. Antes de mais nada, esqueça que foi você quem preparou o material e analise suas aulas como um aluno.
Pergunte a si mesmo, enquanto analisa seu material:
- Eu gostaria de assistir essa aula?
- Aprenderia? Haveria formas mais fáceis de ensinar / aprender isso?
- Eu acharia essa aula interessante ou seria apenas uma aula igual a todas as outras antes dessa e depois dela?
- Minhas aulas são criativas e exploram bem os assuntos propostos, inserindo-os na realidade dos alunos e usando seu conhecimento prévio ou são como as contas de um rosário, completamente iguais, monótonas e mais parece que estou ensinando para mim mesmo?
Mudanças são bem-vindas
Sempre que mudamos alguma coisa, que acrescentamos um toque pessoal àquilo que ensinamos, o interesse dos alunos cresce. Isso funciona em todos os setores, basta olhar o sagrado-bife-nosso-de-cada-dia, basta fazer um molhinho, jogar uma cebola picada e alguns pimentões cortados que ganham nova cor e sabor, até os que já estavam olhando de nariz torto para o seu bife vão querer comer pelo menos um pedacinho.
Gostamos de coisas novas, o ser humano gosta de novidades, está em nossa essência. Se assim não fosse, estaríamos ainda morando em cavernas e garatujando hieróglifos em suas paredes. O ensino também evolui porque as cabeças dos alunos de hoje não são as mesmas e nem funcionam da mesma forma que dos alunos da década passada.
A realidade dos alunos da segunda década do século 21 tem pouco a ver com a realidade dos alunos do início do século. E você ainda dá as mesmas aulas que dava no século passado?
Fazendo experiências
Se você não quer mudar radicalmente – nem deve, diga-se em seu favor – que tal experimentar algumas sugestões e idéias? Que tal trocar figurinhas com outros professores? Que tal usar técnicas e enfoques diferentes, testados e aprovados por outros professores?
A partir do mês que vem vou publicar idéias, sugestões, apostilas, planos de aula em outro blog. Será o blog da idéias, das novidades, da troca de idéias entre professores. Falta só um pouquinho, em breve estará com várias sugestões que você poderá aproveitar, adaptar ou simplesmente usar como fonte de inspiração. Alguns recursos “modernos” como a internet (e a internet é moderna? Foi criada na segunda guerra mundial!) e a internet 2.0 – essa sim um verdadeiro “achado” para nós, professores.
Espero com isso contribuir de alguma forma para que nossos alunos tenham um aprendizado mais prazeroso e eficiente, e que essa aposentadoria que você tanto espera custe menos a chegar, já que o tempo passa mais rápido quando estamos fazendo algo agradável. A minha já chegou, mas continuo aqui tentando desbravar novos caminhos. É a vida…
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Leia também:
Usando pictionaries e flashcards no ensino da língua inglesa
Publicado por: Zailda Coirano em: 25 25UTC Setembro 25UTC 2009
Já faz algum tempo que comecei a postar meus trabalhos na internet, você vai encontrar alguma coisa aqui e também no blog Coelho da Cartola. Mas os blogs onde posto mais material são o blog Inglês com música e o blog SOS – Inglês online. Caso precise de mais alguma ajuda, há os grupos, onde fazemos trocas todo mês, ou seja, você contribui com um trabalho e em troca recebe dezenas deles.
Estou postando aqui o link de duas apostilas, uma de vocabulário e outra com música:
fixed expressions with do & make – rodapé
Leia também: Aprender com professor nativo
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Publicado por: Zailda Coirano em: 24 24UTC Setembro 24UTC 2009
Se você é professor e precisa de novos textos para interpretar, criei 3 grupos do Google para professores trocarem suas atividades em interpretação de textos. Caso queira participar, visite os links abaixo e peça sua inscrição:
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS (para professores de PORTUGUÊS)
READING COMPREHENSION TEXTS (para professores de INGLÊS)
INTERPRETACIÓN DE TEXTOS ESPAÑOL (para professores de ESPANHOL)
Os grupos estão ainda no início e com pouco material, mas tenho certeza de que em breve estaremos colhendo os frutos que plantarmos hoje. Todos os colegas serão bem-vindos.
Importante: Antes de pedir para participar, leia as regras do grupo para ver se concorda.
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Publicado por: Zailda Coirano em: 13 13UTC Setembro 13UTC 2009
Minha irmã mora em Barcelona fazendo um doutorado que se arrasta por anos (é professora de espanhol e português) e como não há mercado para professores estrangeiros de espanhol na Espanha, acabou dando aulas de português para estrangeiros. O problema que ela enfrenta deve ser comum a todos os professores de PL2-E: falta de textos, apostilas e material didático de modo geral. Ela tem que criar seu próprio material e segue seu próprio método, guiado em parte por sua experiência e em parte pelas necessidades do aluno.
Acostumada a procurar e encontrar farto material na internet e em livrarias para o ensino de inglês e espanhol para estrangeiros, fiz hoje uma busca e descobri que os poucos resultados referem-se a estudos e levantamentos que debatem e procuram caminhos para a falta de material específico para o ensino do português para estrangeiros.
Nunca havia pensado em ensinar meu idioma pátrio para estrangeiros e mesmo tendo sido “tutora” já de alguns americanos em suas primeiras semanas no Brasil, a idéia nunca nem me passou pela cabeça. Após o “alerta” de minha irmã, que inclusive usa textos que escrevo para criar apostilas de compreensão de textos, comecei a interessar-me pelo assunto.
Pela pobreza (ou falta de) material encontrado, deduzo que ela tem razão, deve ser muito mais difícil porque não há muitas opções e cada professor acaba criando seu próprio material e estruturando seu próprio curso. Vou continuar minhas pesquisas sobre o assunto e agradeço qualquer informação ou depoimento a respeito.
A idéia é criar algumas fontes para ajudar aos professores que dedicam-se a ensinar esse nosso idioma (que é quase um dialeto) a estrangeiros, sem contar com o auxílio de material de apoio ou suporte especializado. Se existe, com certeza ainda não está tão estruturado como o de ESL (English as a Second Language) ou ELE (Español Lengua Estrangera) e merece nossa atenção.
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Publicado por: Zailda Coirano em: 7 07UTC Setembro 07UTC 2009
Acabou de nascer o blog Interpretação de Textos, que será um blog de apoio ao grupo Google do mesmo nome. Nesse blog os membros do grupo de Interpretação poderão encontrar informações importantes, tutoriais, artigos sobre interpretação. O blog pertence à “família” da Educação, que compreende este blog aqui, o blog Aprenda Fácil (para alunos e candidatos de concursos), Coelho da Cartola (jogos e dinâmicas), Bloco de Ensino (informativo com notícias na área da Educação), Professor CCAA (blog de apoio ao Grupo do mesmo nome), Mestre com Carinho (com vídeos, jogos e apostilas para meus alunos de inglês e espanhol), Professor.net (dicas para professores tirarem partido da Internet 2.0), SOS – Inglês Online (com minhas worksheets), Espanhol para Iniciantes (com minhas apostillas), Coração de Estudante (para alunos do CCAA), e também as redes: Aprenda Fácil, Questão de Classe (para leitores desse blog aqui), Coração de Estudante, Coelho da Cartola, Professor.net e das comunidades no orkut dos blogs (que estão na barra lateral).
Ainda escrevo um blog na Abril, mas anda meio parado porque estou sem tempo. Além de escrever esses blogs de Educação aqui no WordPress, no Blogger e no Multiply, também tenho várias redes Ning para os leitores dos blogs, Comunidades Orkut e modero o grupo Troca de Atividades de Inglês, criei e administro os Grupos Interpretação de Textos e Professor CCAA. Gostaria que o dia tivesse 48 horas, porque também tenho que preparar minhas aulas (esse semestre tenho 6 classes de inglês, sendo 3 de nível básico e 2 de nível avançado e 1 de especialização – e 1 classe de espanhol básico). E também tenho vida pessoal.
O grupo e o blog “Interpretação de Textos” são os “caçulas” agora e dedicarei um pouco mais de tempo a eles que aos outros para que cresçam, floresçam e deem muitos frutos para todos os seus membros e leitores.
Leia também: Grupo de Interpretação de Textos – Participe!
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