Publicado por: Zailda Coirano em: 15 15UTC janeiro 15UTC 2010
Esse site é ótimo, tem notícias do mundo todo e o que é melhor: tem os áudios das notícias para você baixar. Você copia a notícia, baixa o áudio e aí pode preparar uma bela aula, e seus alunos vão praticar os quatro skills: audição, fala, escrita e leitura.
Melhor ainda: é de graça, não precisa fazer inscrição, não requer prática nem tampouco habilidade. Você baixa só o áudio, ou pode baixar a trasncrição também. Para baixar o áudio, basta clicar no link com o botão direito do mouse e escolher “salvar link como”. E pronto. Metade de sua aula já está pronta, só fica faltando você criar alguma atividade de reading, vocabulário e gramática. A matéria-prima você encontra toda no site.
Leia também:
Links para visitar no final de semana
Links para o final de semana (2)
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Publicado por: Zailda Coirano em: 11 11UTC janeiro 11UTC 2010
Há várias causas para a deficiência no aprendizado e elas podem ser de vários tipos: físicas, neurológicas, emocionais. Poderia até juntar “espirituais” para aqueles que acreditam nisso. Mas não importa muito em que você acredita, se for um professor atento poderá perceber alguns “sinais” em seu aluno (principalmente aquele que tem um rendimento abaixo da média) e quanto antes você se comunicar com os pais dele para que tomem providências, maiores serão as chances de cura e de consequente reabilitação na escola.
Alguns “sinais” podem indicar que seu aluno não vai bem simplesmente porque não escuta bem. Aluno distraído, que nunca sabe do que você está falando, que frequentemente olha nos seus lábios enquanto você está falando ou que só escuta quando você fala olhando para ele podem indicar que ele tem uma deficiência auditiva.
Os casos mais graves são detectados mais cedo, pois interferem na fala e são tratados antes de o aluno entrar para a escola regular. O problema são os alunos que têm um problema brando, não suficiente para ser percebido mas que pode atrapalhar bastante na escola, principalmente se for uma classe com alunos irrequietos e barulhentos, ou uma classe com as janelas voltadas para a rua, por onde entre o ruído dos carros e pedestres.
Há inclusive um estudo sobre a diminuição da audição na adolescência e o crescente número de casos de problemas auditivos, devido ao uso constante dos mp3, com o volume muito acima do recomendado pelos especialistas. Seu uso prolongado e sem uma supervisão por parte dos adultos para verificar se o aparelho não está acima de níveis recomendados, pode causar inclusive a perda total da audição.
Eu mesma tive um aluno que ia muito mal, e percebi que ele só conseguia repetir as falas corretamente quando estava muito perto da TV, e quando eu lhe fazia uma pergunta tinha sempre que repetir e ele ficava olhando meus lábios enquanto eu perguntava pela segunda vez. Entrei em contato com os responsáveis e foi constatado que devido a crises frequentes de bronquite quando bebê, uma infecção secundária e crônica havia se instalado no ouvido médio, dificultando a audição.
A criança foi encaminhada pelos responsáveis a um especialista e a partir do início do tratamento começou a apresentar mudanças (para melhor) em seu comportamento e desempenho em sala de aula.
Portanto, fique de olho em seu aluno. Nem sempre o aluno que está sempre distraído e nunca sabe do que você está falando é preguiçoso ou displicente. Talvez ele não esteja ouvindo você.
Leia também: Professora novata sofre
Publicado por: Zailda Coirano em: 9 09UTC janeiro 09UTC 2010
Como minha especialidade é ESL (English as a Second Language) hoje vou passar um link muito com muito material para professores de inglês. Para fazer uso do material você precisa registrar-se e estar logado.
ESL Printables – Seja um autor, publique seus trabalhos e com os pontos adquiridos você pode fazer download dos trabalhos de outros professores de inglês como segunda língua. Os trabalhos que você publica precisam ser originais, ou conter alguma parte criada por você. Você não pode, por exemplo, publicar uma letra de música apenas. Para que seu trabalho seja aceito e os outros membros façam download (e você consequentemente ganhe pontos para fazer download dos trabalhos de outros professores), você precisa adicionar atividades para que os alunos aprendam ou pratiquem o idioma.
O que publicar?
Todos os trabalhos têm que ser em inglês, não se pode fazer uso de qualquer outro idioma, ou seu trabalho será removido do site. Cópias de outros sites, trabalhos copiados de outros professores ou exercícios escaneados de livros serão também deletados e o professor que insistir em transgredir as regras poderá ser banido.
O que há de tão especial nesse site?
O site conta atualmente com quase 300.000 professores de ESL do mundo todo, com mais de 250.000 apostilas, quase 200.000 power points e 3.000 exercícios online (que seus alunos podem fazer, basta enviar-lhes o link).
O site conta também com uma página de links onde estão catalogados centenas de sites relacionados ao ensino de inglês e outros recursos, como sites com imagens, jogos e softwares usados na área da educação.
Há também um fórum onde você pode comunicar-se com todos os membros e receber ajuda em suas dúvidas quanto ao ensino de inglês, técnicas de ensino, recursos online, uso de diversos softwares, gramática, vocabulário, etc. Muitas perguntas são respondidas por vários membros, inclusive nativos de língua inglesa.
As apostilas encontradas no site têm um alto padrão de qualidade, naturalmente selecionado pelos outros membros, que fazem download preferencialmente das melhores, que são oferecidas diariamente em uma página especial para as “contribuições recentes’. Antes de serem publicados todos os trabalhos são analisados por um grupo de moderadores e alguns já são removidos antes mesmo de serem apresentados aos membros.
Como faço para participar?
A cada download que é feito de uma apostila sua (você pode publicar no máximo 3 por dia) você ganha um ponto. Os pontos estarão disponíveis no dia seguinte ao download. Assim que você atingir 30 pontos, será um “membro premium” e poderá fazer download de 30 apostilas diárias entre as contribuições do dia, sem que nenhum ponto seja descontado. Se quiser fazer download de algum material de uma data anterior, será descontado um ponto a cada download que você fizer.
Os trabalhos que não são baixados por nenhum outro membro (zero downloads) serão excluídos depois de um mês.
Parece difícil?
No início pode ser, mas há lá diversos tutoriais para novos membros, com dicas de como obter o melhor resultado usando recursos do word (bordas, formas, wordArt e clipart) para tornar seu trabalho também mais atraente para os outros membros e seus alunos. Você também aprenderá muito quando fizer o download dos trabalhos dos outros professores, alguns já no site há anos, e outros até com livros publicados em seu país.
Quais as vantagens?
Além de encontrar lá apostilas prontas para uso sobre todos os tópicos de vocabulário e gramática, também encontra jogos em apostilas ou powerpoint e também online. Seu trabalho ficará portanto muito mais fácil. Com o uso das apostilas você também aprenderá a criar coisas bem diferentes, mais instrutivas e atraentes para seus alunos, eles irão se entusiasmar, aprender mais e melhor.
Gostou da sugestão? Então visite o site e torne-se também um “autor”.
Publicado por: Zailda Coirano em: 31 31UTC dezembro 31UTC 2009
Já comecei a publicar os powerpoints que venho fazendo para explicar alguns tópicos de gramática, jogos com vocabulário e em breve também idéias de outros jogos em powerpoint. Estou aproveitando as férias para desvendar todos os recursos, até o mês passado eu me limitava a colocar algumas figuras e pronto… Mas a partir de dezembro comecei a explorar mais os recursos e o resultado ficou muito melhor.
Caso queiram visitar, ver ou fazer download, basta visitar o blog (também tem uma comunidade no Orkut).
Publicado por: Zailda Coirano em: 28 28UTC dezembro 28UTC 2009
Já faz algum tempo que me interesso pela utilização do powerpoint em sala de aula, mas desde o mês passado resolvi levar o negócio a sério e sentei-me durante horas para aprender a mexer direito no programa e também para criar algumas atividades para os alunos no ano que vem com ele.
Eu já me interessava pelo assunto, prova disso é que eu até já havia criado uma comunidade no Orkut – que deixei às moscas, diga-se de passagem – mas a partir de agora vou levar o assunto adiante, até já criei um blog onde pretendo trocar figurinhas sobre o assunto e também postar lá os ppt que preparar para os alunos.
Quem se interessa pelo assunto, ou quer mudar alguma coisa para o ano que vem (resoluções de Ano Novo), aí vão os dois links:
Blog “PowerPoint na Escola“
Comunidade Orkut “PowerPoint na Escola“
Leia também:
Como converter PowerPoint para DVD e dar uma aula dinâmica
Converter PowerPoint para DVD – tutorial
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Publicado por: Zailda Coirano em: 14 14UTC novembro 14UTC 2009
Acho bacana divulgar links de outros sites e eu sempre encontro vários porque visito vários sites com fóruns e outros tipos de mensagens e esses links sempre são divulgados, então sempre dou uma olhada para ver se me agradam, se gostar já guardo o link. Então por quê não divulgar?
Vou começar por alguns sites especializados em espanhol (ELE) porque sempre ouço queixas dos professores de que não há material disponível na internet, ou pelo menos que não tanto quanto de inglês, por exemplo. Realmente, há tantos sites de inglês que tem hora que dá até raiva, mas há também vários sites interessantes e úteis com material de espanhol.
Vou adotar o esquema de outros blogs, publicando na sexta-feira para que os colegas tenham tempo de visitar no final de semana porque vida de professor sabe como é, se o dia tem 24 horas a gente passa 25 trabalhando e dorme no domingo de manhã. No restante do final de semana? Claro, trabalha também.
Bem, mas aí vão os primeiros links, espero que sejam úteis.
Perfeito para professores de espanhol, principalmente os nativos que podem ter alguns problemas com programas em outros idiomas. Visitando o restante do site também vai encontrar outros jogos já prontos e diversas atividades para os alunos. Perfeito também para quem não quer baixar mais um programa no computador ou que não quer comprar um software para usar apenas de vez em quando.
Revista didática para professores de ELE (Español Lengua Extranjera). Artigos, entrevistas, atividades e muito material interessante e útil para professores de espanhol.
Material para professores TIC & ELE num blog com vários colaboradores. Vídeos, música, vários tipos de atividades e muitos artigos que irão ajudar bastante. Reclama-se muito que não há material disponível para professores ELE, mas garimpando tudo se encontra.
Um abraço e bom fim-de-semana!
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Publicado por: Zailda Coirano em: 10 10UTC novembro 10UTC 2009

Primeiro dia de aula
I – pré-disposição (antes de ter contato com a estrutura nova)
II – curiosidade (quando a estrutura é apresentada, ainda sem interferência do professor)
III – descoberta (quando o professor faz com que os alunos indaguem-se e tentem descobrir do que se trata)
IV – reconhecimento (quando separam a estrutura do contexto apresentado e seu significado)
V – formação de estruturas (quando conseguem inserir a estrutura nova em conceitos e contextos já conhecidos)
VI – formação de links (quando associam a estrutura nova a outras estruturas semelhantes já conhecidas)
VII – memorização (quando o cérebro e a memória “reconhecem” a nova estrutura e já se consegue acessá-la evocando estruturas semelhantes ou contextos que a possam conter)
VII – consolidação (quando é incorporada ao conhecimento do indivíduo, no caso o aluno)
I- Pré-disposição
Todos os indivíduos têm uma pré-disposição para o aprendizado, mesmo não estando razoavelmente interessados, diversos fatores fazem com que o aprendizado aconteça. Quando, por exemplo, uma música da moda nos irrita por sua repetição contínua em todos os meios de informação e por não satisfazer o nosso gosto pessoal, a aprendemos tão rapidamente quanto seus fãs mais ardorosos e não raro nos pegamos cantarolando a detestável canção.
A pré-disposição não é nesse contexto um sinônimo de “vontade”, trata-se de uma característica do ser humano da qual podemos tirar partido no ensino. No meu caso, não dou aulas em escola regular, sou professora em uma escola de idiomas e já que seria quase impossível ensinar se os alunos não fossem até a escola, o fato de terem se matriculado já indica essa pré-disposição. O aluno está pagando e empregando seu tempo e esforço vindo às aulas, então supõe-se que aprender o idioma seria desejável.
Naturalmente que quanto maior for a pré-disposição melhores e mais rápidos serão os resultados no primeiro contato com a matéria a ser aprendida. O fator “vontade” apesar de não ser essencial é um catalisador das forças do indivíduo no sentido de adquirir o conhecimento proposto.
Nesse sentido é importante que o professor sempre prepare uma atividade de boas-vindas no início do curso ou do ano letivo e que explique aos alunos o que esperar do curso e também o que se espera deles durante o tempo de duração do mesmo. Explicar o que irão aprender, para que serve esse conhecimento, as habilidades que irão adquirir com esse aprendizado podem favorecer essa atmosfera do primeiro estágio.
Esse estágio deverá ser renovado e estimulado pelo professor no início de cada aula e antes de introduzir qualquer lição com assunto ou informação nova. No início do ano temos classes de alunos entusiasmados e cheios de energia para aprender e participar e terminamos o ano com alunos apáticos e displicentes, que faltam às aulas, não se interessam pela matéria, descuidam-se dos deveres de casa e só querem que cheguem logo as férias. E isso acontece justamente no período em que deveriam estar mais engajados no aprendizado, que é quando são feitas as provas finais.
Professores com aulas “ditadas” em voz alta e explicações mecânicas para as paredes acabam fazendo o aprendizado implodir, estancar já na primeira fase sem que chegue sequer a completá-la. A matéria simplesmente jogada sobre os alunos, recitada mecanicamente e sem entusiasmo faz com que a pré-disposição se transforme em aversão. Em lugar de aprender, os alunos cochicham, cochilam, sonham acordados, conversam, ignoram o professor, fazem gracinhas e piadinhas interrompendo a aula, pedem para sair. Em suma, começam a boicotar a aula e é freqüente que o entusiasmo e a euforia dos primeiros dias dê lugar à tensão e ao descaso.
Conhecer os alunos, perceber como se processa o aprendizado de cada um deles, saber de seus interesses e sonhos nos torna aptos a tirar partido dessa primeira fase, incentivando-a e fazendo com que amadureça e que os alunos passem para a segunda fase do aprendizado. Criar um clima faz parte desse trabalho e é sempre importante preparar o terreno antes de jogar a semente se queremos que ela cresça, floresça e dê frutos.
Alguma atividade preliminar pode criar essa pré-disposição. Pode ser um vídeo curto, uma brincadeira, uma música contendo algumas palavras ou parte do tema que irão aprender. Um jogo onde usem estruturas que já conhecem e inclua também alguma coisa do que irão aprender também funciona muito bem. Quando o professor sabe criar esse clima, permite que os alunos desfrutem dessa atmosfera e fiquem prontos para seguir para a fase adiante.
II- Curiosidade
A curiosidade transforma a pré-disposição para aprender em “querer saber”. Antes de jogar uma enxurrada de informação faça perguntas, indague de seus alunos o que seria aquilo, para que serviria, se têm idéia de como usar. Parta sempre do que eles já sabem, e com certeza você descobrirá que eles sempre sabem muito mais do que se imagina. Mostre as figuras, o mapa, a primeira parte da lição e pergunte, pergunte. Peça que escrevam ou descrevam o que vêem e o que pensam.
Ao despertar a curiosidade do aluno e fazer com que ele traga a informação de que dispõe, você o torna parte ativa no aprendizado, e não apenas um receptor passivo. Ouça o que têm a dizer, use a informação que trouxeram para construir o que será ensinado. Use as experiências e pensamentos deles. Curiosidade nesse caso é sinônimo de atenção e interesse dos alunos e consolida a atmosfera criada no primeiro estágio.
III – Descoberta
À medida em que os alunos forem expondo suas idéias a respeito do que será ensinado, vá introduzindo o que tem a ensinar e dirigindo suas idéias e conclusões para o alvo do aprendizado. No meu caso, na aula de inglês, não digo simplesmente: azul é uma cor e isso é azul. No estágio anterior peço que descrevam o que vêem, pode ser que alguém mencione que há um sofá azul, por exemplo. Se não, vou perguntar: o que é isso? – (aluno) É um sofá. – É bonito ou feio? (aluno) Bonito.
– Por quê? (aluno) Porque é grande. Porque tem florezinhas. Porque é azul.
Ou vou perguntar: O sofá é amarelo? De que cor é o sofá? E essa caneta? E aquele livro? E os olhos da Fulana? Vou levá-los a descobrir a palavra, eles com suas respostas irão criando o aprendizado, eu como professora apenas vou guiando seus passos com perguntas que os levem a concluir o que é aquilo, para que serve, como se chama.
IV – Reconhecimento
Nessa fase eles já sabem que a palavra ensinada é azul, que é uma cor, alguns até já terão concluído que é um adjetivo (porque vem antes do substantivo), já terão separado a palavra do contexto em que se encontra, a cor azul da figura na qual está. Já percebem também para que serve e têm uma idéia de como e quando usá-la. Começam a fazer associações e procurar semelhanças e diferenças com o que já aprenderam. Nessa fase é sempre interessante perguntar ao aluno, usando uma palavra ou estrutura com a qual já esteja familiarizado. Isso é azul ou vermelho?
Como ele já domina o conceito “vermelho”, pode avaliar e ver que não é vermelho, então deduzirá que só pode ser azul, a segunda opção. O conhecimento adquirido através do raciocínio, dedução e comparação com outras estruturas já aprendidas faz-se e mantém-se de forma muito mais forte e robusta do que o aprendizado adquirido de forma passiva, onde o aluno é mero receptor de informações sem que lhe seja dada a oportunidade de racionalizar e habituar-se ao que está aprendendo.
V – Formação de estruturas
Depois de racionalizar e comparar a estrutura nova com o conhecimento anterior o aluno deve ser incentivado a usar essa nova estrutura, inserindo-a em estruturas previamente estudadas e já dominadas pelo aluno e sedimentadas em sua memória através da prática.
Conceitos anteriores: casa, verbo ser, presente do indicativo, possessivos estruturas interrogativas:
- Pergunte ao fulano se sua casa é azul.
Conceitos anteriores: existência, rua, casa, possessivos, lugar:
- Pergunte ao fulano se há uma casa azul em frente de sua casa.
Conceitos anteriores: cantor da moda (extra-classe), olhos:
- De que cor são os olhos do cantor Latino?
E assim por diante, até que se perceba que os alunos de modo geral já se familiarizaram com a nova estrutura e como usá-la.
VI – Formação de links
Nessa parte o aluno já consegue associar o azul com outras cores que já conheceu, e se pode constatar isso perguntando sobre cores, ele incluirá “azul” em seu repertório. É importante nessa fase proporcionar ao aluno ampla prática da nova estrutura, através de role-playings jogos e brincadeiras nas quais possa reconhecer “para que serve” a estrutura nova e seu cérebro a reconheça como uma estrutura útil e portanto necessária.
VII – Memorização
Nessa fase é importante que o aluno tenha um contato mais próximo com o uso da palavra, no qual possa racionalizar sem ajuda do professor ou seus colegas. Isso normalmente se dá no dever de casa, quando se percebe se ele está apto a reconhecer e usar a nova estrutura de forma eficaz e sem auxílio.
É importante que o dever de casa seja cobrado o mais rápido possível após a introdução das novas estruturas para evitar-se que uma boa parte dos novos conceitos seja apagado do cérebro e da memória do aluno. Dever de casa que acontece mais de uma semana depois da introdução de novos tópicos não é dever de casa, é revisão.
VIII – Consolidação
Sempre que evocado o conceito surge e já se pode inclusive usá-lo para introduzir novos conceitos. As revisões são importantes para refazer links “quebrados” durante o aprendizado, ligando o novo ao antigo e vice-versa, tornando o aprendizado uma teia bem emaranhada e resistente que provavelmente acompanhará o aluno durante sua vida e mesmo depois de um bom período sem ser usado sempre poderá ser reavivado à sua menção.
Conclusão
O professor deve ter em mente em cada fase proporcionar ao aluno a forma mais simples e efetiva para que ela seja completada e vivenciada por ele da forma menos traumatizante e mais confortável possível, criando associações e links com conceitos já aprendidos ou com conceitos que o próprio indivíduo traz consigo inerentes à realidade na qual vive ou fatores culturais e sociais aos quais se expõe em seu cotidiano.
Leia também: Revisão das provas: aprendendo com os próprios erros
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